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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Lucas Lima, a Viúva Porcina do Palmeiras, está no lixo da história do clube

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

18/06/2021 11h55Atualizada em 18/06/2021 12h34

Antes de fracassar terrivelmente no papel de interpretar as ideias bolsonaristas para a Cultura (existem?), Regina Duarte era uma atriz respeitada. Foi a Namoradinha do Brasil. Interpretou a Viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido. Parceria com Lima Duarte, o Zeca Diabo.

Lucas Lima é assim. Sua carreira no Palmeiras terminou. Sem retrato, sem bilhete, sem foguete e violão, como diria Noel Rosa. Morre com retrato, sim. Flagrado por torcedores em festa clandestina. Morre sem máscara contra a Covid, que vitimou dois funcionários do clube recentemente.

Está afastado. Pode até voltar um jogo ou outro, mas o futuro está definido. Não fica. Quem quiser, leva agora. Quem esperar, leva depois. Quem vai querer? Difícil.

Eu não tenho simpatia alguma com quem despreza o dom que tem. Sim, jogar futebol, é um dom. Precisa treinar, aperfeiçoar, cuidar, mas é um dom.

Lucas Lima conseguiu jogar no Santos de Pelé. Saiu de lá para jogar no Palmeiras do Divino. E saiu mal amado dos dois. Foi, sem nunca ter sido.

Um bobinho.

Bobinho perigoso, ajudando a propagar a peste em nosso país tão doente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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