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"Tem que sangrar", diz Andrey, mas o Vasco está sofrendo uma hemorragia

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

30/11/2020 20h20

Andrey, após a derrota por 4 x 1, em casa, contra o Ceará, disse palavras fortes. Falou em sangrar e em vergonha na cara. Uma reação típica de torcedor, atordoado pela goleada após um bom empate contra o São Paulo.

Falta de vergonha ou falta de sangrar? Não sabemos. O fato, visível a olho nu, é que o Vasco demorou a entrar no jogo. Divididas perdidas, um certo alheamento e... 2 x 0 no lombo.

O Ceará sentou na vantagem, o Vasco reagiu e diminuiu, de pênalti. Aí, o colombiano Torre dormiu no ponto e lá veio o terceiro. Foi falta? Talvez, mas não dá para ficar pensando na morte da bezerra em um jogo de seis pontos. Bem, em amistoso também não.

Um pênalti e a derrota ganha cores de vexame.

"Tem de esquecer esse jogo", diz Andrey.

Não. Precisa lembrar. E tomar uma atitude. Caso contrário, a hemorragia continua.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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