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Maradona, o gênio que não tinha chuteiras no cérebro

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/11/2020 14h01

Texto do amigo José Cláudio Manesco

A camisa da seleção argentina é um céu cheio de nuvens brancas.
E o firmamento está recebendo o homem do gol feito com as "manos de Dios".
O anti-herói arredio do drible veloz, do olhar certeiro a estontear goleiros e fazer a bola beijar os cantos possíveis da rede.
O Macunaíma da bola que sempre ardeu o estômago dos hipócritas. Foi o que quis ser e não o que quiseram que fosse.
Não há porque julgar, mas também não há como negar que o verbo subjugar jamais foi por ele conjugado. Seja em campo ou fora dele.
Siga em paz Maradona, o craque de todas as pátrias e do cérebro sem chuteiras.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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