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Juninho, como Saldanha, gabarita ao contar ao mundo o que o Brasil sofre

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

08/07/2020 11h43

João Saldanha foi treinador da seleção brasileira de fevereiro de 1969 a março de 1970. Fez um trabalho impecável, vencendo as eliminatórias e classificando o Brasil.

Na Europa, ele denunciava a ditadura brasileira e suas práticas contra a humanidade, inclusive a tortura. O mundo ainda não era globalizado e era necessário fazer informações circularem. Por aqui, por exemplo, era proibido noticiar que a meningite estava matando.

Hoje, tudo mudou. Os meios de comunicação mostram como o Brasil está sendo desgovernado, sem enfrentamento da pandemia, com o sinal verde (triste ironia) para a devastação da Amazônia e muito mais.

Não é preciso falar?

É sim.

E a entrevista de Juninho Pernambucano ao The Guardian lava a alma dos brasileiros que ainda tem alma. Ele falou muito. E falou certo.

1) Há muitos Georges Floyds no Brasil - O noticiário está aí para quem quiser ver. Jovens negros são assassinados diariamente por excesso de violência das forças militares.

2) A insensibilidade das elites - Está claríssimo. Vejam o último caso "cidadão, não, ele é engenheiro civil, muito mais do que você". E a primeira dama de São Paulo dizendo que não se deve alimentar moradores de rua.

3) A necessidade de Lockdown - O mundo fez. E daí, não é mesmo?

Concordo com tudo. Como o velho Saldanha, ele se preocupar com seu país e conta ao mundo o que a tropa bizarra está fazendo contra ele.

Menon