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Dudu fará muita falta

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

29/06/2020 11h44

A mais que provável saída de Dudu, para o Catar, traz interrogação negativa para o futebol brasileiro. Mesmo um clube com finanças estabilizadas e patrocinador forte precisa se desfazer de um jogador tão importante.

E por uma oferta que não é nada extraordinária. Menos do que o São Paulo conseguiu por Antony, ainda uma promessa. Oito anos mais novo, mas com rendimento muito menor.

Dudu tem 305 jogos, 70 gols e 75 assistências pelo Palmeiras. São números impressionantes. E, mais do que um grande jogador, é o símbolo da retomada palmeirense, desde que foi contratado como um "chapéu" em Corinthians e São Paulo.

Pelo menos, até o início do Brasileiro, há tempo para uma nova contratação ou para que Luxemburgo possa suprir a ausência com um rearranjo tático no time.

O Palmeiras teria aceitado a saída de Dudu por causa das acusações de agressão, tornadas públicas por sua (ex?) mulher? Não acho. Nada foi comprovado. E os clubes brasileiros não demonstram preocupação com assuntos tão graves. É só lembrar Jean, Bruno, Cuca e Robinho.

Menon