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Jesus deveria assumir o lugar de Tite

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

19/02/2020 18h18

O croata Petrovic dirige o basquete masculino. Substituiu o argentino Magnano, que levou o Brasil de volta à Olimpíada, após 16 anos. O treinador norueguês Torben Soudbak fez o handebol feminino campeão mundial.

O espanhol Jesus Morlán levou o canoísta Isaquias Queiroz a ganhar 15 medalhas (6-2-7) entre Olimpíadas e Mundiais.

Por quê não o futebol?

Alguém ainda acha que os treinadores brasileiros estão à altura do futebol brasileiro? Têm capacidade de renovar? Estão antenados com as mudanças?

Tite é muito elogiado. Dirigiu o Brasil na última Copa. Teve uma classificação pior que a de Felipão em 2014 e mostrou futebol pior que o de Dunga em 2010. Ficou nas quartas.

O que mais pode fazer? Pode romper os seus limites? Pode surpreender?

O atraso dos treinadores brasileiros ficou escancarado em 2019, com o trabalho de Jesus e de Sampaoli.

A principal diferença é de postura. Os times tentam ganhar sempre. São muito superiores, inclusive se comparados com Dudamel e Jesualdo, também estrangeiros. Coudet está começando o trabalho no Inter.

Jorge Jesus é o nome que poderia mudar a seleção brasileira. Existem outros melhores, mas não viriam. Jesus já conhece o Brasil, já conhece os jogadores e tem o respeito da torcida. Não seria um estranho no ninho.

E ele sabe, como milhões, que Bruno Henrique é mais jogador que Gabriel Jesus. É o mínimo.

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