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Flamengo engrandece o futebol brasileiro. É preciso aprender com ele

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

29/01/2020 11h34

O futebol brasileiro está ganhando um time de nível internacional. O Flamengo, agressivo dentro e fora de campo, é um exemplo a ser seguido. Por aqueles que tiverem condições. E quem não tiver, que corra atrás, que lute. Quem ficar desprezando e ironizando, vai comer poeira cada vez mais.

O fato de Gabigol, o melhor finalizador do Brasil, jogar aqui, no Brasil, é espetacular. Eleva o nível do Brasileirão. E que clube poderia gastar 76 milhões para ficar com ele? E por que Gabigol preferiu jogar aqui do que ficar pulando de time pequeno em time pequeno na Europa? Porque agora há um grande time em que ele pode brilhar, fazer muitos gols e ser feliz. E receber muitos dinheiro, é claro.

Não é só ele. O Flamengo trouxe Rafinha, Filipe Luiz, Gerson, Diego Alves, Pedro e Diego. Todos podem ainda sonhar com a seleção. Todos poderiam ainda jogar na Europa. Todos estão aqui, melhorando o nível de nossos campeonatos.

Rodrigo Caio? Contusões impediram uma transferência para um grande time da Europa, mas o São Paulo ainda poderia vendê-lo para um centro menor.

As opções não eram boas: ficar no São Paulo, sendo alvo de torcedores raivosos e um diretor inconsequente ou jogar no Getafe ou Betis ou Lyon, quem sabe ir para a Turquia?

Ora, jogar no Flamengo é uma opção muito melhor. Está em um time maior, ganhando títulos, lutando em cima da tabela e com a conta recheada. Se aparecer uma proposta europeia, estará muito mais valorizado. O mesmo vale para De Arrascaeta.

O Flamengo é um desafio enorme. Dinheiro igual, ninguém tem. Nem o Palmeiras, com o mecenato interesseiro da vascaína Leila. Muito menos, Corinthians e São Paulo, com dívidas. O Cruzeiro quebrou. O Inter foi ousado em mudar sua ideia de jogo, mas não é suficiente. O Grêmio fez boas contratações, mas perdeu a mão com Diego Souza e Thiago Treinador Neves.

O Flamengo é extremamente favorito em campeonatos por pontos corridos. Alguma surpresa pode pintar em mata-mata.

Para mudar a situação, a médio prazo, é preciso ser criativo e buscar novas soluções. Valorizar a base, contratar na América do Sul, na Ásia ou África. E, principalmente, estudar o Flamengo.

Quem não cola, não sai da escola, era o cínico lema da turma do fundão. Colar, não basta. É preciso aprender com o Flamengo. Rapidamente.

Menon