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Marcel Rizzo

Paulistão-2021 terá VAR centralizado na sede da FPF. Veja detalhes

Caio Ribeiro participa do sorteio dos grupos do Paulistão-2021 na sede da FPF - Rodrigo Corsi/Divulgação
Caio Ribeiro participa do sorteio dos grupos do Paulistão-2021 na sede da FPF Imagem: Rodrigo Corsi/Divulgação
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

08/12/2020 16h06

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou que terá o VAR em todas as 110 partidas do Paulistão em 2021, com um detalhe: a cabine do árbitro de vídeo será centralizada, ou seja, os profissionais não estarão nos estádios, mas sim em uma sala na sede da entidade no bairro da Barra Funda, em São Paulo.

Já houve testes do VAR remoto na fase final do Paulistão-2020, realizado entre julho e agosto — o torneio era para ter terminado em abril, mas acabou adiado por causa da pandemia. Será o primeiro torneio na América Latina a utilizar o sistema centralizado, usado pela Fifa na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O custo final do VAR, que será bancado 100% pela FPF, diminui com a utilização do sistema remoto, mas não muito. Se por um lado a entidade não terá que gastar para montar salas (chamadas de VOR) de VAR em cada estádio que receber jogo (oito por rodada na primeira fase), há um gasto alto com internet dedicada, aquela em que a empresa é a única dona daquela conexão do provedor — o que evita quedas e deixa a velocidade mais rápida.

A FPF não pretende, num primeiro momento, montar salas reservas nos estádios, o que demandaria alto custo, portanto é imprescindível a internet de alta qualidade para evitar principalmente o delay. É importante que os árbitros que estiverem na sede da federação analisem quase ao mesmo tempo o que o profissional de campo está vendo.

Serão quatro salas na sede da Federação Paulista, ou seja, quatro equipes de VAR poderão trabalhar ao mesmo tempo. Os procedimentos são os mesmos de quando o VOR fica no estádio: somente o árbitro 1 do VAR pode se comunicar com o juiz de campo. No estádio, claro, haverá o monitor da beira do gramado para checagens de lances que necessitem a presença do árbitro.

A FPF usou o VAR nas fases finais do Paulistão em 2019 e 2020, em 14 jogos de cada campeonato. O custo nesses anos foi de cerca de R$ 28 mil por partida. Se gastasse isso para levar a tecnologia a todos os 110 confrontos (contando Troféu do Interior) em 2021, o valor total seria de cerca de R$ 3 milhões. Com o VAR centralizado esse custo será menor.

O VAR centralizado foi a solução encontrada pela FPF para ter o árbitro de vídeo em todas as partidas porque alguns estádios do interior teriam dificuldade para receber os equipamentos necessários para montagem da sala do VOR — que precisam, entre outras coisas, de refrigeração adequada.

A Fifa, em parceria com a Ifab, o órgão que regula o futebol, estuda um meio de tornar o VAR menos custoso, para que possa ser usado em todas as regiões do planeta, e o modelo centralizado é uma das possibilidades que são analisadas para o barateamento.