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Grêmio aplica fórmula de Renato no mata-mata e revive melhor fase

Agustin Marcarian/Getty Images)
Imagem: Agustin Marcarian/Getty Images)

Do UOL, em Porto Alegre

19/09/2018 04h00

O Atlético Tucumán-ARG foi vítima de uma fórmula que o Grêmio já havia usado ano passado e também na campanha do pentacampeonato da Copa do Brasil. A vitória fora de casa, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, reeditou método que valoriza concentração e busca boa (ou até grande) vantagem já na primeira partida do mata-mata. Assista aos melhores momentos da partida. 

Recentemente, esse modelo falhou. Foi nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Flamengo. Nas oitavas da Libertadores ficou no quase e o time seguiu.

A maneira de o Grêmio jogar duelo eliminatório foi estabelecida em 2016, quando Renato assumiu após saída de Roger Machado. Desde lá, o time tem acumulado exibições de atenção plena, efetividade e consequente brilho individual.

"Foi importante essa vitória fora de casa. Comentei isso com o grupo, ano passado a gente conseguia bons resultados fora e sabia administrar. A gente precisava recuperar isso…", disse Renato Gaúcho depois da vitória no interior da Argentina.

Contra o Tucumán, Alisson brilhou ao marcar o primeiro e dar assistência para o segundo gol. Em 2017, Luan desequilibrou contra Barcelona-EQU e Lanús fora de casa. Pedro Rocha e Ramiro decidiram duelo com o Godoy Cruz-ARG e Barrios ajudou diante do Botafogo.

A lista de exemplos do método é grande. Inclui toda a caminhada de 2016 na Copa do Brasil, o Campeonato Gaúcho de 2018 com direito a Gre-Nal precoce e goleadas na semifinal e decisão com Brasil de Pelotas. A Copa do Brasil e duelo com o Flamengo, pelas quartas de final, foge a esse histórico.

O gol de Lincoln, no final do jogo de ida em Porto Alegre, irritou o Grêmio. Na segunda partida, no Maracanã, o time gaúcho perdeu e deu adeus ao torneio.

"A gente tem uma equipe e um grupo muito maduro, acostumado a jogar mata-mata. Esse tipo de competição é bem diferente do Brasileiro, por exemplo. Diferente da partida com o Estudiantes, entramos mais concentrados e ligados. Suportamos a pressão e fizemos uma grande partida", comentou Marcelo Grohe.

A derrota para o Estudiantes, citada por Grohe, foi um exemplo bastante explorado no vestiário do Grêmio. Com o revés na partida de ida das oitavas de final, o time fugiu ao seu padrão e sofreu para conseguir avançar.

"Nosso time está acostumado a fazer jogos importantes, no ano passado construímos vantagens no primeiro jogo. Mas ainda faltam 90 minutos. Se a gente não correr, não vai dar", frisou Pedro Geromel.

Grêmio e Tucumán voltam a se enfrentar em 2 de outubro. Com a vitória por 2 a 0, o time de Renato Gaúcho pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1 (e demais derrotas por placar mínimo) que estará na semifinal da Libertadores. A fórmula que prega atenção, concentração plena e efetividade está de novo em ação.

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