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7 vezes em que o técnico do rival do Inter mostrou ser o mais descontrolado

Jeremias Wernek e Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

22/07/2015 06h00

Um treinador brasileiro radicado no México e que junta de tudo um pouco. O jeito enérgico, o estilo paizão com uma pitada de polêmica. Ricardo Ferretti, 61, é o comandante do Tigres-MEX contra o Internacional e tem história para contar. No currículo ele pode ser orgulhar de jamais ter sido demitido, trabalha ininterruptamente há 20 anos. E neste tempo todo, ele já humilhou jogadores, se escondeu atrás de uma cadeira para ludibriar a arbitragem e foi ameaçado de morte. O UOL Esporte lista sete coisas que mostram um pouco do técnico que tentará eliminar o Internacional nesta quarta-feira (21), na semifinal da Copa Libertadores.

Humilha jogadores

Quem acha que treinadores como Felipão ou Celso Roth ‘tratam mal’ seus jogadores, quem se surpreende com xingamentos durante treinos de futebol, ainda não viu Tuca em ação. Aos atletas do Tigres, distribui palavrões, gritos, gesticula como se quisesse mesmo acertar socos em seus comandados. Entre uma frase e outra, sempre com algum xingamento no meio, em um trabalho de 2014  chegou a dizer que ’60 p… com próteses chutam melhor que vocês’. Irritado, na mesma atividade (veja o vídeo), abandonou o campo de jogo porque seus atletas não conseguiam acertar o gol. E tal conduta, dizem, é comum.

Expulsões são comuns

Expulsão não é novidade para o treinador adversário do Inter na noite desta quarta-feira. Tuca Ferretti costuma discutir muito com os árbitros durante as partidas. No duelo com os Leones Negros de Guadalajara, por exemplo, fingiu não ter visto que tinha sido expulso, não deixou o campo. Quando o quarto árbitro o ‘achou’, ele prontamente fez que sairia e se escondeu atrás do banco de reservas. No ano passado, diante do Santos Laguna, foi novamente expulso por xingar a torcida adversária. Saiu do campo gesticulando para as arquibancadas.

Problemas com árbitros

Talvez por isso, Tuca tenha tantos problemas com os árbitros. E não esconde isso em entrevistas coletivas. No ano passado, disse abertamente que ‘quem enfrentar o América [do México] estará jogando contra 12’. Se tivesse STJD no México, fatalmente estaria punido.

Tira inconveniente de treino

O treinador dispara contra tudo e contra todos. O perfil ‘sempre irritado’ também ficou claro quando um torcedor rival foi acompanhar (e atrapalhar) um treinamento do Tigres no fim do ano passado. Tuca tomou a frente e expulsou o intruso aos gritos.

Imprensa? Também sofre

Não é apenas torcida rival, comandados ou ainda os árbitros que sofrem com o técnico do Tigres. Os jornalistas também costumam ter problemas com ele. Além de fechar treinamentos e jamais divulgar escalação do time, o comandante costuma ser ríspido em entrevistas. Já, por exemplo, bateu na mesa e alterou a voz quando questionado sobre a pouca utilização de jovens no time e seu suposto desinteresse por competições internacionais.

Ameaçado de morte

Nem todo mundo reage bem ao ‘estilo Ferretti’. Comandado pelo treinador no início dos anos 1990 no Toluca, o paraguaio José Cardozo tornou-se desafeto declarado dele. Mas jamais atuou diretamente (ou assumiu isso) contra o técnico. Porém, Tuca passou a receber ameaças de morte de um grupo de ‘torcedores’. À direção do clube, afirmou se tratar de algo arquitetado pelo centroavante. Abandonou o Toluca e processou o jogador. Mas o caso não teve maior repercussão. Quando se enfrentaram (Cardozo já como treinador, no ano passado) Tuca se negou a cumprimentá-lo. 

Provocação e promessas

Mas nem só de ódio vive o comandante. Quando voltou a conquistar um título pelo Tigres, em 2011, quebrando jejum de quase 30 anos, cumpriu promessa de raspar seu tradicional bigode. E o fez no campo mesmo, tinha um barbeador disponível. Um ano depois, ao erguer outra taça, mandou a torcida se calar em vez de celebrar o título. Haviam reclamado dele poucos dias antes.

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