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Velho problema: defesa do Inter piora estatística de time rebaixado

Victor Cuesta disputa bola em partida do Inter contra o Cruzeiro-RS, no Gauchão - Ricardo Duarte/Inter
Victor Cuesta disputa bola em partida do Inter contra o Cruzeiro-RS, no Gauchão Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

30/03/2017 08h09

Nada é tão ruim que não possa ficar pior. Essa frase, um dito popular de autor desconhecido, pode muito bem ser aplicada ao setor defensivo do Inter. Depois de cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro no ano passado, a zaga piorou sua média de gols sofridos em um torneio bem mais fraco: o Campeonato Gaúcho. 

O setor defensivo formado por William, Paulão, Ernando e Geferson, Arthur, Ceará ou até Alex que defendiam o gol de Danilo Fernandes em 2016 terminou o Brasileiro com uma média de gols sofridos aceitável. Foi a sétima melhor do torneio que tinha 20 disputantes. Levou 41 gols em 38 partidas, média de 1,07 por jogo. 
 
Mesmo assim o Colorado acabou rebaixado para a segunda divisão nacional. E no início deste ano, a torcida elegeu a dupla de defensores como vilã na queda. Ernando e Paulão foram motivo até de pichações no entorno do Centro de Treinamentos Parque Gigante. Constantemente vaiados, eles lutam para seguir atuando pelo time. 
 
O ano mudou, mas o problema segue o mesmo. Ou melhor, aumentou. O quarteto atual - William, Paulão (ou Léo Ortiz), Victor Cuesta, que chegou recentemente, e Carlinhos (e agora Uendel) - mostrou dificuldade ao proteger o mesmo goleiro no Gauchão. Levou 14 gols em 11 partidas, média de 1,27 por jogo e terminou a primeira fase do torneio como quinta pior entre os 12 que disputaram. 
 
Considerando-se que o Campeonato Gaúcho tem apenas uma equipe da primeira divisão nacional, o Grêmio, e mais duas além do Inter que jogarão a Série B no segundo semestre, uma análise óbvia mostra que o nível técnico é mais baixo que no certame anterior. 
 
A justificativa do técnico Antonio Carlos Zago é que o Colorado é um time em formação. A reconstrução da equipe será um processo lento que tem no retorno à elite o objetivo principal. Até lá, tudo servirá de aprendizado. Um processo de acerto e erro. 
 
"Temos que buscar uma formação ideal, já temos uma base. Espero que a equipe possa crescer para a próxima fase. Agora são jogos importantes, grandes, e temos que crescer na hora certa. Espero que o time possa manter uma regularidade agora", disse. "Precisávamos de uma classificação melhor. Temos coisas a melhorar, infelizmente às vezes não temos tempo para treinar como gostaríamos. São as dificuldades que temos e temos que vencer", completou. 
 
Contra o Cruzeiro-RS, na derrota por 2 a 1, nessa quarta-feira, novamente a zaga não foi bem. Falhou principalmente pelos lados, no primeiro tempo. Por onde nasceram os dois gols do time azul e branco. Foi o 11º jogo pelo Estadual e apenas em dois a meta vermelha não foi vazada. 
 
O adversário nas quartas de final do Campeonato Gaúcho será o mesmo Cruzeiro-RS. O primeiro jogo está marcado para domingo e será disputado no Beira-Rio. O duelo de volta, no fim de semana seguinte, ocorrerá no estádio Vieirão, em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre.

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