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Estrategista, Mano chega à 3ª final de copa: "Tenho experiência no negócio"

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

24/08/2017 01h18

O Cruzeiro está na final da Copa do Brasil de 2017. Depois de vencer o Grêmio por 1 a 0 no tempo normal, a equipe superou o tricolor também nos pênaltis por 3 a 2. Agora, o clube celeste vai buscar o pentacampeonato da competição contra o Flamengo, que bateu o Botafogo no Maracanã. Satisfeito com o desempenho de seus comandados, Mano Menezes exaltou a maturidade do Cruzeiro ao eliminar mais um grande time do futebol brasileiro (nas fases anteriores passou pelo Palmeiras, Chapecoense e São Paulo), mas não deixou de exaltar seu histórico em mata-matas, já que irá para sua terceira decisão de Copa do Brasil.

"A maturidade do Cruzeiro lá (em Porto Alegre, no jogo da ida) me deixou feliz. A estratégia de jogar mata-mata é diferente da estratégia de jogar pontos corridos. Modéstia à parte, tenho experiência neste negócio. Estou entre os técnicos que mais ganhou mata-mata e tem o melhor aproveitamento no Brasil. Esse aqui tem outros ingredientes, ele leva a tensão ao extremo. É outro jogo, de outro jeito e o Cruzeiro soube jogar até aqui. E chegou com méritos à final. Agora vai pensar em conquistar o título", comentou o treinador.

Mano Menezes realmente costuma figurar entre os principais técnicos quando o assunto é mata-mata. Campeão com o Corinthians em 2009, o treinador foi vice, também com o Corinthians, no ano anterior. Além disso, levou o 15 de Novembro ao terceiro lugar em 2004 e foi vice da Libertadores com o Grêmio em 2007.

Nesta quarta-feira, Mano surpreendeu com a escalação inicial do Cruzeiro. Nem Raniel, muito menos Rafael Sóbis. O setor ofensivo que começou a partida foi formado com Thiago Neves, Alisson e Elber. De acordo com o treinador, a estratégia deu certo pela metade, mas cumpriu com o objetivo de não ser vazado dentro do Mineirão.

"Marcamos para não sofrer gols no primeiro tempo. O Grêmio fez gol na maioria dos jogos nos 45 minutos iniciais. O Cruzeiro, no vestiário, passou isso para os jogadores. Não poderíamos mais sofrer o gol. O Grêmio, no segundo tempo, não chutou uma bola no nosso gol. O cruzamento da falta foi quase no final. Bater um adversário como esse e passar para a final valoriza o que fizemos na Copa do Brasil", disse, contando a estratégia para tentar anular os lados do Grêmio.

"Trancar os lados e ter velocidade para sair. Não funcionou tão bem quanto a gente queria. Queríamos segurar os lados e estabelecer uma ligação com Thiago Neves e Robinho, mas o Robinho baixou muito no campo e ficou longe da área de criação. Então metade da estratégia funcionou e a outra metade não", acrescentou.

No segundo tempo de jogo, o Cruzeiro conseguiu marcar rapidamente com Hudson, logo aos seis minutos. Apesar de ter criado outras chances de perigo, a equipe não conseguiu aumentar o marcador e só avançou para a final na disputa de pênaltis. Fernandinho e Arthur marcaram para o Grêmio, mas Edílson e Everton cobraram na trave, e Luan viu seu pênalti ser defendido por Fábio. No Cruzeiro, Robinho e Murilo não marcaram, mas Rafael Sóbis, Raniel e Thiago Neves converteram.

Na grande final, o Cruzeiro vai reeditar a decisão de 2003 contra o Flamengo. Também nesta quarta, o time rubro-negro venceu o Botafogo por 1 a 0 e garantiu a vaga na decisão. O sorteio dos mandos de campo será feito nesta quinta-feira.

"Mais um adversário duro, mas também somos um time duro. A avaliação do lado de lá também será parecida", finalizou Mano.

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