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Do pico da crise às portas da Série A. Inter revê Criciúma em outra fase

 VINíCIUS COSTA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: VINíCIUS COSTA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

21/10/2017 04h00

Inter e Criciúma é um jogo difícil de sair da mente dos colorados. Foi contra os catarinenses, no Beira-Rio, que a crise tomou conta do ambiente vermelho. Depois do empate, em 1 a 1, conquistado nos acréscimos, o inferno tomou conta da casa do Inter. Um turno depois, a reedição do encontro tem ambiente totalmente diferente.

Na ocasião, Klaus, aos 48 minutos, evitou a derrota em casa. Com bola rolando teve tempo até para D'Alessandro discutir com torcedores ao sair de campo no fim do primeiro tempo. Guto Ferreira oscilava e estava ameaçado de demissão mesmo tendo assumido o time há pouco tempo. E após o apito derradeiro, quebra-quebra do lado de fora, briga entre torcedores, vandalismo e até saques à loja oficial do clube.

Foi o ápice da crise. O Inter saiu, então, para dois jogos fora de casa e chegou a comemorar o distanciamento do ambiente perigoso. Era o sexto colocado, distante da posição em que deveria estar pela condição de único clube grande da Série B deste ano.

De lá para cá tudo mudou. Mesmo que o time ainda tenha patinado por algumas rodadas, o caminho foi encontrado logo em frente. A marca chegou a ser de seis vitórias seguidas e o primeiro lugar foi conquistado. Até alguma margem foi aberta.

Agora, o reencontro com os catarinenses, às 16h30 (de Brasília) não é mais repleto de tensão e ameaças, mas, independente do empate com pouco futebol diante do Boa Esporte na última terça, é considerado novo passo para confirmação da volta à elite.

"Eu acho o futebol muito injusto, o torcedor às vezes é injusto. Fui muito vaiado nas primeiras rodadas, na frente da minha família, pelo torcedor colorado. Eu, por outro lado, entendo o torcedor. Entendo que tinha uma carga muito grande do ano passado. Ver o Inter na Série B é uma história, uma vida diferente para ele. Para nós também. Eu sigo sendo o mesmo. Ninguém joga ou cresce, ou trabalha, sozinho. Obviamente que eu faço o mesmo que fiz desde que voltei ao clube, mas a organização do grupo, como o grupo está jogando, como está se empenhando, isso faz com que cada um cresça individualmente. Se fala muitas coisas quando o time não está bem. A primeira é o problema de grupo. Agora não tem mais problema de grupo, não é? Está tudo bem", disse o capitão D'Alessandro.

O Colorado lidera a Série B com 58 pontos e calcula que precise de ao menos mais oito para estar seguro na primeira divisão do ano que vem. O número pode ainda ser menor, dependendo da pontuação do quinto colocado, primeiro fora da zona de acesso. No entanto, a ideia é pensar 'jogo a jogo' e evitar planejamento a longo prazo.

FICHA TÉCNICA
CRICIÚMA X INTERNACIONAL

Data e hora: 21/10/017 (sábado), às 16h30 (Brasília)
Local: estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)
Árbitro: Wagner Reway (Fifa/MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT)

CRICIÚMA: Luiz; Maicon Silva, Nino, Edson Borges e Diego Giaretta; Barreto, Ricardinho, Caique e Alex Maranhão; Silvinho e Lucão
Técnico: Beto Campos

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Alemão, Danilo Silva, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Dourado, William Pottker, Edenilson, D'Alessandro e Eduardo Sasha; Leandro Damião
Técnico: Guto Ferreira

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