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REPORTAGEM

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Monteiro faz pouco nas devoluções e tomba diante de Paire em cinco sets

EFE
Imagem: EFE
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

18/01/2022 03h43

Número 1 do Brasil e 79 do mundo, Thiago Monteiro voltou a sofrer com suas devoluções - um conhecido ponto fraco - e acabou eliminado do Australian Open na primeira rodada. O cearense de 27 anos teve bons momentos na partida, mas o que faltou mesmo foi incomodar com mais frequência o serviço do francês Benoit Paire, que jogou à vontade a maior parte do duelo. O veterano de 32 anos, atual #56, levou a melhor por 6/4, 3/6, 7/5, 2/6 e 7/5. Paire terminou o jogo com 30 aces e 13 duplas faltas e apenas 53% de aproveitamento de primeiros serviços. Em compensação, ganhou 85% dos pontos com o primeiro saque.

Após sua quarta participação na chave principal em Melbourne, Monteiro soma apenas uma vitória. Foi no ano passado, quando venceu seu jogo de estreia ao bater o eslovaco Andrej Martin em três sets.

Como aconteceu

Um game ruim de Monteiro com o serviço, ainda no início do jogo, custou a primeira parcial. O cearense cometeu dois erros não forçados no terceiro game e perdeu o saque ali. Depois disso, não conseguiu ameaçar o francês. Mesmo com baixíssimo aproveitamento de primeiro serviço (48%), Paire conseguia variar o bastante e confundir as devoluções do brasileiro (seu conhecido ponto fraco). Sem conseguir nenhuma chance de quebra, Thiago viu o francês manter a vantagem até fazer 6/4.

Quando a segunda parcial começou, o número 1 do Brasil já estava mais à vontade no jogo. Faltava, porém, aproveitar as chances que apareciam. No segundo game, Paire se salvou de quatro break points. No quarto, jogou duas igualdades e manteve o serviço. Monteiro, porém, converteu seu primeiro break point no sexto game. Era só o que ele precisava para vencer o set. Sem perder mais nenhum ponto em seus games de serviço, o cearense fez 6/3 e igualou o placar.

No terceiro set, ficou claro como a devolução abaixo da média ainda impede Monteiro de brigar por objetivos mais ambiciosos. Paire venceu todos os pontos que jogou com o primeiro serviço (17/17) e teve uma parcial tranquila, sem ameaças. O brasileiro, por sua vez, não só fez pouco com o saque (nenhum ace) como errou demais do fundo da quadra. O 12º game de Monteiro foi especialmente ruim. Com o placar em 5/6, o brasileiro cometeu uma dupla falta e mais dois erros não forçados. No 0/40, jogou um forehand fácil na rede e deu a parcial de presente ao francês: 7/5.

Monteiro venceu só três pontos com a devolução no terceiro set (e um deles foi uma dupla falta), mas começou melhor o quarto set enquanto Paire se mostrava impreciso, irritadiço e impaciente. Após um par de erros não forçados, o francês perdeu o saque logo no terceiro game. Depois disso, tentou definir os pontos mais rapidamente e passou a errar ainda mais. O brasileiro aproveitou a instabilidade do rival, conseguiu outra quebra para abrir 4/1 e manteve a dianteira até fazer 6/2 e forçar o quinto set.

A última parcial viu um pouco do melhor e do pior Monteiro. Já no segundo game, cedeu dois break points ao cometer um par de erros não forçados, mas se salvou jogando uma sequência impecável de pontos e disparando winners. Mais tarde, no sexto game, o brasileiro encarou mais duas chances de quebra e, novamente, se salvou tomando a iniciativa dos pontos. No sétimo game, com o placar em 3/3, foi a vez de Paire cometer erros não forçados e ter seu serviço ameaçado. O francês, porém, também salvou dois break points jogando bem. Depois disso, a pressão constante sobre o brasileiro finalmente fez efeito. No oitavo game, Monteiro foi quebrado, e o francês teve a chance de sacar para a partida na sequência. Com o placar mostrando 5/3, Paire fez seu pior game da parcial. Cometeu quatro erros não forçados e permitiu a quebra. O brasileiro ganhou uma sobrevida, mas não por muito tempo. No 12º game, foi quebrado novamente e deu adeus ao torneio.

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