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Com 1000 vitórias, Nadal segue desafiando o tempo

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

05/11/2020 12h57

Quando "apareceu" para o circuito com um tênis de muita intensidade, muitas trocas de bola e muita consistência, mas sem a agressividade de hoje, Rafael Nadal ganhou o rótulo de "devolvedor", de tenista que ganhava pelo físico e que, "certamente", teria uma carreira curta. Teria muitas lesões (como, de fato, teve) e se aposentaria cedo. Poucos imaginavam o quanto o espanhol seria capaz de evoluir ao longo dos anos.

Pois nesta quarta-feira, ao vencer um duelo nada simples com o compatriota Feliciano López, Rafael Nadal conquistou sua milésima vitória em nível ATP na carreira. Mais um marco em uma carreira espetacular que segue desafiando o tempo e acumula, ano após ano, feitos que ressaltam sua longevidade.

Rafa é atualmente o tenista que mais conquistou slams depois dos 30 anos (seis títulos), é um dos quatro tenistas da Era Aberta que venceram slams em três décadas diferentes (segundo a contagem da ITF), é o terceiro campeão mais velho de Roland Garros na Era Aberta e já foi o mais velho a terminar uma temporada como número 1 do mundo.

O garoto que venceu sua primeira partida de nível ATP com 15 anos é agora, indiscutivelmente, um dos maiores da história do tênis. E não só pelo que fez na juventude, mas pelo que segue fazendo ano após ano, seja conquistando Roand Garros pela enésima vez (são 13 títulos lá), seja acumulando triunfos em quadras duras - ele venceu mais no piso sintético do que no saibro ao longo da carreira (veja a "pizza" acima).

Outros números relevantes: das 1000 vitórias, 99 vieram contra tenistas que foram número 1 do mundo em algum momento; outras 172 vieram contra top 10; e, em quadras indoor, já são 90 vitórias. Mais significativo que tudo isso, contudo, talvez seja o que o gráfico acima mostra. O aproveitamento de Rafa para conseguir suas últimas 100 vitórias foi o melhor de sua carreira. Ele precisou de apenas 113 partidas.

E quem sabe o que mais esse rapaz pode conseguir na reta final de sua carreira? Até este ano, aos 34, quando tudo jogava contra em Roland Garros, ele tirou da cartola uma de suas melhores atuações da carreira logo contra Novak Djokovic. Dizer o que mais? Vida longa, Rafa!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.