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Rodrigo Coutinho

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Guia do Brasileirão 2021 - Juventude

Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

28/05/2021 04h00

Quatro rebaixamentos, incluindo um para a Série D, e 14 anos depois, o Juventude está volta a elite do futebol brasileiro. O time de Caxias do Sul, que chegou a vencer uma Copa do Brasil em 1999 e incomodou os gigantes naquela década, quer se estabelecer novamente na Série A. E vai reforçando o elenco que ficou em terceiro lugar no Campeonato Gaúcho para fugir do descenso na competição nacional.

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O Juventude na temporada 2021
Imagem: Rodrigo Coutinho

Não há motivo para iludir o torcedor. Depois de todo o calvário vivido pelo clube nos últimos anos, ter sequência na 1ª divisão é a meta para a reestruturação como um todo. O técnico Marquinhos Santos, questionado em boa parte do Gauchão e depois da eliminação precoce na Copa do Brasil, foi mantido no cargo. A equipe teve uma crescente na reta final do Estadual, mas precisa melhorar em muitos aspectos se quiser ser mais competitiva.

Em primeiro lugar é necessário entender qual será a realidade do Ju nos 38 jogos da Série A. Em grande parte deles, o time precisará se fechar para jogar em contra-ataques. Aí está um dos problemas. Apresentou falhas em seu sistema defensivo com certa frequência. A oscilação na concentração e na ''pegada'' da abordagem de marcação é a principal preocupação. Sem contar o próprio nível dos defensores para encarar atacantes de maior qualidade.

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O provável time-base do Juventude para o início do Brasileirão
Imagem: Rodrigo Coutinho

Em fase ofensiva a equipe de Marquinhos Santos mostra organização e boas peças do meio pra frente. Guilherme Castilho, Wescley, Capixaba, Marcos Vinícios, Yago e Matheus Peixoto podem fazer boa figura. Elton é regular no meio, mas João Paulo oscila. O time tem conceitos para jogar com passes mais curtos ou em ligações diretas para Matheus Peixoto ganhar a primeira bola pelo alto.

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Os laterais(detalhe em preto) atacando bem abertos. Os pontas(em amarelo) abrindo corredor e atacando a profundidade num segundo momento. Wescley(em branco), o meia central, entre as linhas. E Matheus Peixoto(vermelho) na referência
Imagem: Rodrigo Coutinho

Quando a proposta é se aproximar para jogadas mais elaboradas de ataque, João Paulo costuma fazer a saída de três entre os zagueiros, liberando os laterais para o apoio. Paulo Henrique ataca sempre aberto pela direita. Já Alyson ou Eltinho, seja qual for o titular pela esquerda, reveza entre atacar aberto ou pelo meio com o ponta do setor. Wescley flutua bem entre o meio o ataque rival. O time alterna boas e rápidas trocas de passe, com outras mais morosas e sem profundidade.

Como faz os gols

Fase ofensiva/ataque apoiado - 65%

Contra-ataque - 20%

Bola roubada ou recuperara no campo de ataque - 5%

Falta direta - 5%

Bola parada aérea - 5%

Como leva os gols

Fase defensiva - 35%

Transição defensiva - 30%

Bola parada aérea - 30%

Bola perdida na defesa - 5%

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL