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Rodrigo Coutinho

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Guia da Série B 2021 - Goiás

Colunista do UOL

27/05/2021 04h00

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O Goiás chega ao Brasileirão da Série B com um roteiro bem comum a muitas das outras 19 equipes. Fez um primeiro semestre ruim, no caso do Esmeraldino pavoroso, mandou o técnico embora, e correu desesperadamente no mercado para se reforçar com destaques dos Estaduais pelo Brasil, sobretudo o Paulista. Se dará certo em uma competição em que o planejamento correto não costuma ser a tônica, só o tempo dirá.

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Vinícius Lopes é o artilheiro do Goiás, mas terá concorrência forte no ataque esmeraldino
Imagem: Rodrigo Coutinho

O Verdão não passou das quartas de final do Campeonato Goiano. Para completar foi eliminado na 1ª fase da Copa do Brasil e perdeu mais do que venceu na temporada. Levou mais gols do que fez. Cenário muito preocupante e que culminou na saída da dupla Gláuber Ramos/Augusto César, que desde o 2º turno do Brasileirão comandava o time a ''quatro mãos''.

O elenco também foi reforçado. O Esmeraldino conseguiu trazer bons nomes para todos os setores. Melhorou o nível e encorpou um grupo que era formado basicamente por jovens. Alef Manga, artilheiro do Campeonato Carioca pelo Volta Redonda, deve fazer boa figura no ataque. Bruno Mezenga também chega. Eles farão companhia a Vinícius Lopes, artilheiro do time na temporada.

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O provável time-base do Goiás para o início da Série B
Imagem: Rodrigo Coutinho

Para comandar a equipe Pintado foi o escolhido. O ex-volante do São Paulo traz no currículo a boa campanha que culminou no acesso do Juventude em 2020. Não permaneceu no clube gaúcho, mas deixou a sensação de conhecer a competição. Costuma montar equipes ''duras''. Que marcam forte no momento defensivo e são bem agressivas com a bola, muitas vezes sem tanta elaboração de jogadas, mas contundentes.

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Já na estreia de Pintado foi possível ver um time mais direto. Mais passes longos sem tantas trocas curtas até o campo de ataque. Um alvo específico e os demais jogadores se aproximam para ganhar a ''segunda bola'' e acelerar
Imagem: Rodrigo Coutinho

Assim como no Juventude, quando tinha Renato Cajá, terá o meia Élvis para pausar o jogo e ser o toque de qualidade. Ele deixou o Cuiabá em abril. Breno segue no meio-campo e David Duarte deve subir de produção na zaga. Reynaldo, ex-Juventude, chegou para lhe fazer companhia. Tadeu segue na meta. Ivan e Apodí, e Jefferson e Hugo nas laterais devem travar um bom duelo por titularidade A tendência é vermos um Goiás mais competitivo em campo.

Como faz os gols

Fase ofensiva/ataque apoiado - 34%

Bola parada aérea - 33%

Bola roubada ou recuperada no ataque - 11%

Contra-ataque - 11%

Fase ofensiva/ataque direto - 11%

Como leva os gols

Fase defensiva - 42%

Transição defensiva - 32%

Bola parada aérea - 21%

Bola perdida na defesa - 5%