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Rodrigo Coutinho

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Guia da Série B 2021 - Botafogo

Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

27/05/2021 04h00

Problemas financeiros, gestões amadoras em sequência, trocas constantes de treinador e falta de critério na contratação de jogadores. Assim como Cruzeiro e Vasco, o Botafogo preencheu todos os requisitos dos gigantes que disputarão a Série B em 2021. Mas tem uma diferença dramática. Arrecada menos que o rival carioca e os mineiros, e isso aparece nitidamente na qualidade de seu elenco.

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O Botafogo de Pedro Castro na temporada 2021
Imagem: Rodrigo Coutinho

Não é exagero dizer que quase metade dos outros clubes da Série B possuem planteis mais qualificados ou equilibrados que o Botafogo. Mesmo tentando fazer um trabalho ''pés no chão'', o clube não conseguiu dar ao técnico Marcelo Chamusca um grupo de jogadores um pouco mais qualificado. O resultado foi um Estadual abaixo da média e a eliminação precoce na Copa do Brasil.

Chamusca, por sua vez, que vem de bom trabalho com o Cuiabá ano passado, encaminhando o acesso da equipe do Centro-Oeste, também não fez com o que o time tivesse um desempenho minimamente confiável. O Botafogo possui problemas em quase todas as fases do jogo, e ainda tenta reforçar o grupo de jogadores para lutar pelo acesso, algo que hoje é difícil de imaginar. Chay, meia que foi bem no Carioca pela Portuguesa, chegou recentemente. Daniel Borges disputará posição com Jonathan e Warley na lateral-direita.

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O provável time-base do Botafogo para iniciar a Série B
Imagem: Rodrigo Coutinho

O destaque do time é Pedro Castro, que vem jogando mais adiantado após a saída de Bruno Nazário. Matheus Babi foi outro a deixar o Glorioso, assim como Marcelo Beneveuto. Rafael Navarro e Matheus Nascimento vêm revezando como centroavante, e Sousa ganhou espaço na defesa. Disputa posição com Gilvan. Douglas Borges mostra segurança na meta.

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Aqui o movimento padrão dos ataques do Glorioso. Laterais atacando em amplitude e pontas abrindo o espaço. Pedro Castro entre as linhas de meio e defesa do rival
Imagem: Rodrigo Coutinho

O time deve variar a estratégia. Ser mais reativo fora de casa e trabalhar com a posse no estádio Nilton Santos. Tenta sempre se aproximar para jogar com passes curtos. Solta os laterais e produz movimentos para o centro com os pontas à medida que Jonathan e o bom Paulo Victor pisam no ataque. A articulação é muito pautada na faixa central, e a circulação da bola é lenta, previsível. Matheus Frizzo ou Ricardinho tentam ditar o ritmo pelo meio. Defensivamente falta mais energia para pressionar a bola e negar espaços aos adversários.

Como faz os gols

Fase ofensiva/ataque apoiado - 50%

Bola parada aérea - 18%

Contra-ataque - 14%

Fase ofensiva/ataque direto - 10%

Falta direta - 4%

Bola roubada ou recuperada no ataque - 4%

Como leva os gols

Fase defensiva - 54%

Bola perdida na defesa - 19%

Bola parada aérea - 19%

Transição defensiva - 8%

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL