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Rodolfo Rodrigues

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Cássio é o Pelé do Corinthians na Libertadores

Cássio, goleiro do Corinthians, em ação no confronto diante do Boca Juniors, pela Libertadores - Marcelo Endelli/Getty Images
Cássio, goleiro do Corinthians, em ação no confronto diante do Boca Juniors, pela Libertadores Imagem: Marcelo Endelli/Getty Images
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Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

Colunista do UOL

05/07/2022 23h53

O Corinthians contrariou todo o cenário negativo e garantiu sua classificação para as quartas de final da Copa Libertadores ao passar pelo Boca Juniors, no estádio La Bombonera, nesta terça-feira (5) após o empate por 0 x 0 e a vitória nos pênaltis por 6 x 5.

Cássio que defendeu dois pênalti, foi o herói do Corinthians mais uma vez na história da competição e conseguiu mais um feito para o clube, que igualou o Santos de Pelé, de 1963, até então o único brasileiro a superar o Boca num mata-mata de Libertadores.

Desfalcado de Fágner, Maycon, Paulinho, Renato Augusto, Willian, Gustavo Mosquito, Adson e Júnior Moraes, o Corinthians perdeu ainda o zagueiro João Victor, por lesão, no final do 1º tempo, e o atacante Gustavo Mantuan, no início da segunda etapa.

Para segurar o time argentino, o técnico Vítor Pereira colocou o Corinthians no 4-2-3-1, com Róger Guedes isolado no ataque. Mas botou o time todo atrás. Tanto, que no primeiro tempo o time chegou apenas uma vez ao gol do time argentino, num chute para fora. O Boca, deu 14 finalizações, 4 no gol e perdeu ainda um pênalti com o atacante Benedetto, que carimbou a trave de Cássio.

No segundo tempo, depois de perder Mantuan, Vítor Pereira colocou o garoto Giovane, mas o Corinthians perdeu força no lado direito, já comprometido com a fraca atuação de Rafael Ramos.

Com muitos jogadores atuando abaixo do esperado, como Giuliano, Róger Guedes e Lucas Piton, o Corinthians praticamente se defendeu o jogo inteiro. Na segunda etapa, não deu um chute a gol. Segundo as estatísticas do SofaScore, o Corinthians teve apenas 30% de posse de bola e acertou somente 57% dos passes contra 88% do Boca.

A retranca corintiana funcionou muito no segundo tempo. Até os 35 minutos, o Boca havia dado apenas um chute a gol, para fora, com Benedetto.

O Corinthians sofreu com lesões para esse confronto contra o Boca e conseguiu, na superação, uma classificação histórica - sua primeira na Argentina e igualou o Santos de Pelé de 1963, o único a bater o Boca na Bombonera. Mas vai precisar de muito mais para seguir adiante na Libertadores, contra Flamengo ou Tolima. Começando pelo Departamento Médico, que vai precisar recuperar quase um time todo.

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