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Rodolfo Rodrigues

40% dos pênaltis do Brasileirão foram marcados após toques na mão

Leandro Vuaden consulta o VAR para marcar pênalti para o Corinthians - Gabriel Machado/Gabriel Machado/AGIF
Leandro Vuaden consulta o VAR para marcar pênalti para o Corinthians Imagem: Gabriel Machado/Gabriel Machado/AGIF
Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

27/11/2020 04h00

O Corinthians ganhou do Coritiba na quarta-feira (25) com um gol de pênalti feito por Fábio Santos. Na jogada que originou o gol, o corintiano Lucas Piton tentou cruzar e a bola acabou batendo no braço do lateral William Matheus, do time paranaense, que claramente não teve a intenção de cortar. Mas o árbitro Leandro Pedro Vuaden (RS), assim como tantos outros nesse Brasileirão, recorreu ao VAR, que acabou marcando o pênalti.

Desde 2019, quando o campeonato passou a ter a revisão dos lances pelo VAR, o número de casos como esse só aumenta. Para se ter uma ideia, 40% dos pênaltis do Brasileirão de 2020 foram marcados após toques na mão ou no braço dos atletas. Em sua grande maioria, sem a clara intenção de bloquear a jogada.

Além do aumento do número de pênaltis dessa forma (mão na bola), o Campeonato Brasileiro está tendo também um crescimento no número de pênaltis no geral. Até o início dessa 23ª rodada, com os jogos de quarta-feira (25), foram 75 pênaltis em 208 jogos, com uma média de 0,36 por jogo.

Nos últimos cinco anos, essa é a maior média, superando a de 2017 (0,34). Em relação aos pênaltis com toques na mão, o aumento de 2018 para cá vem sendo significativo. No último ano sem VAR, foram 26,4% dos pênaltis marcados assim. Em 2019, pulou para 30,8%. Já em 2020, aumentou para 40%

Veja abaixo o número de pênaltis nas últimas cinco edições do Brasileirão e aqueles marcados por toques na mão.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.