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Gabriel Vaquer

REPORTAGEM

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Empresa tenta vender jogos do Brasil nas Eliminatórias para Globo e Record

Neymar em ação com a camisa da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa de 2022 - Paolo Aguilar/Pool via REUTERS
Neymar em ação com a camisa da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa de 2022 Imagem: Paolo Aguilar/Pool via REUTERS
Gabriel Vaquer

Gabriel Vaquer cobre mídia esportiva desde 2014. No UOL Esporte, conta detalhes do evento onde seu time joga e onde seu profissional de TV esportiva favorito vai trabalhar.

09/03/2021 04h00

A Mediapro, empresa espanhola que detém os direitos de 56 jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, está novamente no mercado tentando vender as partidas da seleção brasileira fora de casa. A retomada das negociações é resultado da desistência da TV Walter Abrahão pelo negócio. Com o adiamento dos confrontos para o segundo semestre por causa da pandemia de covid-19, a ideia é tentar vender tudo com mais calma e por um preço mais baixo. Globo e Record foram as primeiras procuradas, mas outras emissoras também serão sondadas.

A coluna apurou que os espanhóis entraram em contato com a emissora de Edir Macedo ao notar o interesse da rede paulista em voltar a investir no futebol. A Record, internamente, admite a possibilidade de acordo e estuda a viabilidade comercial para essa compra. Executivos da emissora consideram que o negócio também seria bom para demonstrar que a TV tem, de fato, vontade de retomar uma cultura esportiva.

A Globo trata a possibilidade com cautela por causa dos valores envolvidos. A Mediapro já sinalizou que aceita reduzir em cerca de 50% o valor pedido anteriormente por cada jogo —passando de cerca de US$ 3 milhões (R$ 17,6 milhões na cotação atual) para algo em torno de US$ 1,5 milhão (R$ 8,8 milhões). O problema é que o dólar está cada dia mais caro e os preços ficam inflacionados mesmo com o desconto.

A Mediapro quer vender todos os jogos e garantir uma renda para as oito seleções que representa. No momento atual, a prioridade é procurar outros possíveis players interessados no negócio nas próximas semanas. O Grupo Globo, claro, é apontado como favorito até pelo desejo da empresa em ter a maior exposição possível.

Mas a Record também é considerada uma boa opção. Antes sem ligar para o Esporte e chegando até a rescindir, no auge da pandemia no ano passado, o contrato que tinha para exibir os Jogos Pan-Americanos de 2023, a Record adquiriu recentemente os direitos do Campeonato Carioca até 2022 para TV aberta. Para isso, pagou R$ 26 milhões por dois anos de contrato. O evento estreou bem no Ibope ao exibir um jogo do Flamengo, mas decepcionou com a partida que teve o Vasco como atração.

A Record voltou a se interessar por eventos de esporte depois do sucesso alcançado pelo SBT com a Libertadores 2020. Antes acreditando que futebol não era um bom negócio, executivos comerciais já veem as Eliminatórias da Copa como uma boa oportunidade.

As Eliminatórias da Copa do Mundo só serão retomadas no segundo semestre de 2021. Os jogos do Brasil previstos para março contra Colômbia e Argentina foram adiados devido ao agravamento da pandemia do novo coronavírus.