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Círculo sustentável

Coca-Cola Brasil investe no aplicativo Cataki para mudar o cenário do descarte de garrafas PET no país

oferecido por Selo Publieditorial

A catadora Dilma Araújo de Oliveira, de 42 anos, sempre trabalhou com coleta de materiais recicláveis. Mas, como muitos, não gostava de trabalhar com garrafa PET. "Por anos, nunca mexi com PET, sempre foi um material muito desvalorizado. Não tinha bom preço, juntava muito volume para pouco dinheiro. Muitas pessoas não juntam PET por isso", explica. Talvez isso explique porque, de todas as embalagens produzidas com esse material, apenas 51% sejam recicladas no Brasil, segundo censo da Associação Brasileira da Indústria do PET. Esse dado mostra que a cadeia desse tipo de embalagem ainda precisa de muito trabalho. Para efeito de comparação, o alumínio das latinhas, por exemplo, há anos está no patamar de 98% de reciclagem.

A ação de Dilma dentro da cadeia de reciclagem mudou depois de conhecer o trabalho do aplicativo Cataki, uma iniciativa brasileira que já ganhou dois prêmios globais e faz a ponte entre catadores e produtores de resíduos. "Eu trabalho com reciclagem de vidro, que é muito difícil, e foi com ele que eu conheci o pessoal do Cataki. Comecei a coletar o vidro lá na ONG, e eles me chamaram para entrar no aplicativo". A ONG desenvolveu uma plataforma tecnológica sem fins lucrativos que promove gratuitamente conexões entre produtores de resíduos e catadores, garantindo, de um lado, que os materiais sejam destinados de forma correta, e, de outro, uma melhoria de qualidade e quantidade nas oportunidades de trabalho para catadores.

O aplicativo aumentou a renda média mensal de catadores não-motorizados em 82,6% e de catadores motorizados em 64,7%

Juliana Fullman, Coordenadora de projetos do Cataki

A meta é também investir no desenvolvimento da nova versão do app para melhorar rotas, gerar novos dados e buscar a certificação e a rastreabilidade do material", diz Juliana do Cataki. "Hoje, temos catadores e pontos de reciclagem em mais de 500 cidades do Brasil e inclusive já está sendo testada uma versão do app em Cali, na Colômbia".

Mas e a PET?

A economia circular funciona bem quando cada uma das etapas do ciclo produtivo age de maneira positiva e responsável. A Coca-Cola Brasil sabe disso e acaba de investir R$ 1 milhão no Cataki, tornando-se a maior investidora financeira do app. Além disso, trabalha em parceria com a engarrafadora Coca-Cola Femsa no SustentaPET, uma agregadora voltada para a melhoria da cadeia de reciclagem dessas embalagens. "A gente tem um compromisso de destinar corretamente 100% das embalagens. Então, precisa entender como funciona essa cadeia de logística reversa e investir onde são os gatilhos para que essa economia circular aconteça", diz Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

"No Brasil, a gente tem uma quantidade muito grande de atores informais coletando resíduos: catadores, cooperativas, ferros-velhos, etc. Então para que a garrafa PET seja tão coletada quanto o alumínio, a gente está investindo em cooperativas de catadores, investindo no aplicativo Cataki, e mensurando a quantidade de garrafas que são processadas por essas organizações e que chegam nos recicladores".

O SustentaPET é uma agregadora de material reciclável que compra resíduos PET de qualquer origem. A Coca-Cola Brasil é sócia da engarrafadora Femsa nesse galpão de recebimento e venda dessas embalagens, inclusive como compradora dos resíduos que ela também produz . Os catadores são remunerados já no dia seguinte à entrega, e com um valor acima do praticado nos ferros-velhos. A ideia é fazer a disrrupção da cadeia do PET aumentando o valor na ponta para os catadores.

Seguindo o ciclo da economia circular, chegamos de volta a Dilma. Dentro do Cataki, ela, que não gostava de trabalhar com garrafas de refrigerante, foi convidada a vender material para o SustentaPET. E adorou. Hoje, além de ter melhores condições de trabalho com o material, ela sabe que age de maneira tão fundamental quanto cada um dos outros elos na cadeia sustentável. "A coisa que mais encontramos no meio ambiente é a garrafa PET. Andando pela rua, trabalhando ou aqui no bairro em que eu moro, a gente vai em qualquer lugar e vê garrafas na rua", diz ela, que paga um pequeno incentivo para que os vizinhos guardem o material para ser coletado, criando um novo elo nessa corrente. "Não gostava de mexer com PET, mas hoje eu estou adorando. O preço também melhorou, e espero que melhore mais ainda, cada vez mais. Se a gente pensar, melhora o meio-ambiente, melhora a vida das pessoas também".

Ciclo completo.

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