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Produção mundial de vinho em 2019 cai 10% devido a geadas e secas

Na União Europeia, os volumes diminuíram 15% em relação ao ano passado - Getty Images/iStockphoto
Na União Europeia, os volumes diminuíram 15% em relação ao ano passado Imagem: Getty Images/iStockphoto

31/10/2019 17h52

Vítima das geadas da primavera e das secas de verão, principalmente em Espanha, França e Itália, três principais países vinícolas do mundo, a produção mundial de vinhos caiu 10% em 2019, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Este ano, os vinicultores de todo o mundo produziram entre 258,3 e 267,4 milhões de hectolitros de vinho, representando uma média de 262,8 milhões de hectolitros, em comparação com 294 milhões de hectolitros de 2018, de acordo com uma estimativa baseada em 28 países com 85% da produção mundial.

"Depois de um volume de produção excepcionalmente alto em 2018, a produção de 2019 retornou ao nível intermediário do período de 2007 a 2016, com exceção de 2013", disse a organização intergovernamental com sede em Paris em comunicado.

Na União Europeia, os volumes diminuíram 15% em relação ao ano passado: 156 milhões de hectolitros, em comparação com 182,7 milhões de hectolitros.

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Imagem: Getty Images/iStockphoto

Dos três maiores produtores de vinho, a Espanha sofreu mais, com uma queda de 24% na produção, para 34,3 milhões de hectolitros.

"Isso se deve principalmente às condições climáticas aleatórias", explicou a OIV. "Uma primavera muito fria e chuvosa, seguida por um verão extremamente quente e seco".

A Itália, cuja produção foi reduzida em 15%, atingindo 46,6 milhões de hectolitros, mantém sua posição como líder mundial na produção de vinho em volume.

Na França, segunda colocada neste ranking, os volumes também diminuíram 15%, a 41,9 milhões de hectolitros.

Portugal, com 6,7 milhões de hectolitros em 2019, é "o único país da União Europeia que produziu mais vinho que no ano anterior (+10%), 4% acima da sua média de cinco anos".

Queda de 10% na Argentina

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Imagem: Getty Images/iStockphoto

Os Estados Unidos, o quarto produtor mundial por volume, com 12% da produção no hemisfério norte, tem previsto extrair 23,6 milhões de hectolitros (-1%) de vinho este ano.

Mas esta cifra poderia "ser revista significativamente nos próximos meses", adverte a OIV, à espera do resultado dos incêndios na Califórnia.

No hemisfério sul, onde as colheitas se realizam desde o começo do ano civil e com estatísticas mais confiáveis nesta época do ano, a produção de vinho também é "geralmente inferior" à de 2018.

A Argentina, primeiro produtor desta área geográfica e quinto do mundo, sofreu uma queda de 10% até os 13 milhões de hectolitros.

É seguida pela Austrália, que produzirá 3% menos de vinho que no ano passado, com 12,5 milhões de hectolitros.

O Chile, com 11,9 milhões de hectolitros, registrou uma queda de 7% com relação a 2018, mas um aumento de 8% com relação à sua média quinquenal.

A África do Sul, especialmente afetada pela seca, é o único grande país produtor que, pelo segundo ano consecutivo, registrou um volume de produção inferior à sua média quinquenal (-9%), de 9,7 milhões de hectolitros, destaca a OIV.

O Brasil, décimo sexto produtor mundial, tem um volume estimado em 2,9 milhões de hectolitros, mais de 10% superior à sua média quinquenal.

As cifras da China, nono produtor mundial de vinho de 2018 com 9,1 milhões de hectolitros, não foram anunciadas.

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