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Você acredita que dirige bem, mas estes 5 exemplos provam o contrário

Muitas pessoas acreditam que dirigem muito bem, mas na verdade estão maltratando o próprio carro e elevando risco de acidente - Getty Images
Muitas pessoas acreditam que dirigem muito bem, mas na verdade estão maltratando o próprio carro e elevando risco de acidente Imagem: Getty Images

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/01/2022 04h00Atualizada em 23/01/2022 12h35

Existem motoristas que batem no peito e se orgulham das supostas habilidades ao volante.

Contudo, práticas que muitos consideram demonstração de perícia são, na verdade, prejudiciais à saúde do carro; com o passar do tempo, a conta do mecânico irá chegar.

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Também há condutores que não ficam apenas no mero exibicionismo e, por imprudência e excesso de confiança, colocam em risco a própria integridade física e também a de terceiros - ignorando que dirigir em vias públicas e participar de competições são coisas incompatíveis.

Reunimos cinco exemplos de atitudes comuns para demonstrar que ser um bom motorista exige muito mais do que reflexos afiados e coordenação motora.

1 - Andar com o pé apoiado na embreagem

Pé apoiado no pedal de embreagem - Almeida Rocha/Folha Imagem - Almeida Rocha/Folha Imagem
Imagem: Almeida Rocha/Folha Imagem

Um dos itens mais exigidos em um carro com câmbio manual é a embreagem. O componente é responsável por fazer o "meio de campo" entre o volante do motor e a transmissão, atuando durante as trocas de marcha para igualar a rotação de ambos e conectá-los, de forma a tracionar as rodas.

Com essa missão, é natural que a embreagem sofra desgaste natural e precise ser trocada com o passar do tempo - em média, sua substituição se faz necessária em torno dos 60 mil quilômetros rodados. Mas, por se tratar de um mecanismo sujeito à ação do motorista, esse prazo pode ser encurtado ou estendido, de acordo com os hábitos ao volante.

Um dos maus hábitos que muitos motoristas experientes têm e não percebem é manter o pé apoiado no pedal esquerdo durante paradas no trânsito, na intenção de agilizar o próximo engate para seguir rodando.

Por mais que a força exercida sobre o pedal não seja grande, a embreagem tende a ter a vida útil reduzida.

"Deixar o pé a meia carga sobre o pedal faz com que a embreagem fique em um ponto no qual não está nem acoplada, nem desacoplada. Ela superaquece nessa condição, o que aumenta o desgaste", explica Almiro Moraes Júnior, membro da Comissão Técnica de Transmissões da SAE Brasil.

2 - Segurar o carro na embreagem em aclives

ladeira íngreme - Eduardo Anizelli/Folhapress - Eduardo Anizelli/Folhapress
Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Arrancar com o carro em aclives costuma ser um desafio em veículos com transmissão manual, especialmente para quem está começando na vida de motorista. Nem todos têm a habilidade de tirar o pé do freio e rapidamente sincronizar os pedais da embreagem e do acelerador, de forma a não deixar o motor "morrer" nem permitir que o veículo se movimente para trás.

É verdade que automóveis mais recentes e dotados de controle de estabilidade facilitam a vida, mantendo os freios acionados por alguns instantes após o condutor tirar o pé do pedal. O mesmo vale para carros equipados com freio de estacionamento eletrônico e função "auto hold", que destrava as rodas apenas quando o motorista volta a acelerar.

Entretanto, especialmente em veículos que não contam com esses auxílios eletrônicos, a solução que muitos motoristas adotam é "segurar" o carro apenas nos giros do motor, dosando os pedais do acelerador e da embreagem.

Nem todos possuem essa coordenação, mas o que seria uma demonstração de habilidade, de fato, causa superaquecimento da embreagem e abrevia sua vida útil.

Uma alternativa nesses casos é usar o freio de mão para evitar que o carro ande para trás na hora da arrancada.

3 - Acelerar e frear bruscamente

Motorista pisa no pedal de freio - Shutterstock - Shutterstock
Imagem: Shutterstock

Tem motoristas que costumam dirigir freando e acelerando de forma brusca, por confiarem nos seus reflexos e preferirem uma tocada "mais esportiva".

Porém, esse é um péssimo hábito para a saúde do seu automóvel: a prática, se for recorrente, contribui para o desgaste do motor e também dos freios, da suspensão e até dos pneus.

Sem contar que atrasar a frenagem e acelerar sem necessidade eleva e muito o consumo de combustível - ou seja, significa, literalmente, desperdiçar a gasolina, o etanol ou o diesel que está no tanque.

O centro de pesquisas automotivas Cesvi Brasil recomenda que o condutor acelere e freie de maneira mais suave para que todos os itens citados tenham maior durabilidade. Isso inclui trocar as marchas na faixa de rotação ideal, sem forçar o motor.

A dica de ouro é sempre se antecipar ao trânsito: se o tráfego logo à frente estiver parado, deixe de acelerar e já comece a brecar, de forma progressiva.

4 - Andar 'colado' no veículo da frente

Andar colado no veículo da frente - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Trata-se de outro exemplo de confiança exagerada e desnecessária nos próprios reflexos.

Seja por pressa ou simplesmente por falta de paciência, tem motorista que não se contenta em acelerar e frear de forma brusca, como também anda muito perto do veículo que transita logo à frente.

O hábito expõe o motorista a um risco maior de colisão, na hipótese do outro carro precisar frear de repente.

Vale lembrar que, quanto maior for a velocidade, mais espaço será necessário para brecar com segurança. Assim, "colar" na traseira de um veículo mais lento em rodovias, para forçar a passagem, definitivamente não é uma boa ideia.

A recomendação é óbvia: mantenha distância razoável do carro que trafega na sua frente, ainda mais em trechos rodoviários, cujo limite de velocidade é mais alto.

5 - Desrespeitar o limite de velocidade

Excesso de velocidade - Junior Lago/UOL - Junior Lago/UOL
Imagem: Junior Lago/UOL

Esse é o exemplo mais óbvio do vacilo de motoristas que confiam demais na própria habilidade.

A implantação de limites de velocidade é necessária para disciplinar o trânsito por uma razão simples: segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) e estudos de instituições de segurança viária, dirigir rápido demais é uma das principais causas de acidentes com morte em vias públicas.

No entanto, essa realidade é ignorada por milhares de motoristas, que abusam da sorte e põem outras pessoas em risco ao confundirem ruas, avenidas e rodovias com pistas de autódromo.

Como destacamos acima, por maiores que sejam a habilidade do condutor e a segurança do respectivo veículo, quanto mais rápido ele estiver, maiores serão os danos em eventual batida e menor será a possibilidade de se evitar uma colisão.

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