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Onix Plus terá de passar por novo teste de homologação após recall por fogo

GM suspendeu temporariamente as vendas do Onix Plus e iniciou recall após unidade pegar fogo no Maranhão - Reprodução
GM suspendeu temporariamente as vendas do Onix Plus e iniciou recall após unidade pegar fogo no Maranhão
Imagem: Reprodução

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

30/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Cetesb informa que vai acompanhar novo teste de emissão de poluentes no carro
  • Avaliação, feita a pedido do Ibama, será realizada em dezembro
  • GM afirma que atualização de software não altera as especificações já homologadas
  • Todo o carro tem de passar por teste para aferir se está dentro dos limites obrigatórios
  • Caso seja reprovado, veículo não tem autorização para venda no País

O recall iniciado pela General Motors neste mês para o Onix Plus, por risco de quebra do motor e incêndio, fez o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) solicitar à montadora um novo teste de emissão de poluentes para avaliar se o sedã terá de passar por nova homologação.

A informação, obtida com exclusividade por UOL Carros, foi fornecida pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), responsável por dar apoio técnico ao Ibama nos ensaios laboratoriais de emissões, necessários para a emissão de licença para que um veículo possa ser comercializado no Brasil.

Segundo a Cetesb, a nova avaliação será realizada em dezembro, ainda sem data definida. Como é de praxe, caberá à própria fabricante efetuar a medição. O Ibama também foi procurado, mas até o momento não respondeu os questionamentos da reportagem.

"No caso específico, a pedido do Ibama, a General Motors irá realizar em dezembro próximo ensaios laboratoriais de emissão de poluentes no Onix Plus com a nova configuração de software. Estes ensaios serão testemunhados pela Cetesb", informou a empresa, destacando que "qualquer mudança que possa produzir alteração nas emissões de poluentes e/ou consumo" demanda novos testes em um modelo já homologado.

No caso do sedã da Chevrolet, a GM aplicou uma atualização no software de controle do motor por conta de um "defeito na calibração" que "pode fazer com que ocorra uma condição de pré-ignição em determinadas situações", conforme relatório técnico enviado pela montadora neste mês à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), alguns dias antes de dar início à campanha preventiva, no último dia 18.

O defeito afetou 19.050 veículos, todos equipados com o novo motor 1.0 turbo flex de três cilindros. Quatro dias antes do início oficial da campanha preventiva, a montadora informou que já havia reparado 80% dos carros.

GM nega alteração nas especificações já homologadas

Procurada, a General Motors informou que "a atualização do software do motor do veículo não altera as especificações homologadas originalmente e que está em contato com o órgão regulador para os devidos esclarecimentos".

O defeito, segundo o relatório enviado à Senacon, pode aumentar a pressão e a temperatura na câmara de combustão do motor, causando degradação no topo do pistão. "Esta condição pode levar à quebra do pistão e de sua biela de conexão e, consequentemente, causar quebra do bloco do motor. Se o bloco do motor quebrar, o óleo pode vazar e entrar em contato com os componentes do motor quente", explica no documento.

Primeira homologação segue valendo

De acordo com a Cetesb, a homologação feita previamente ao recall continua valendo e o Onix Plus com motor turbo pode continuar a ser vendido normalmente. "Os ensaios serão realizados exatamente para que se possa determinar se há alguma alteração nas emissões que impliquem na necessidade de uma nova homologação. Por enquanto a homologação atual continua válida e o veículo continua podendo ser comercializado", informou.

A estatal reconhece que a alteração no referido software foi realizada por conta de risco à segurança, portanto configura recall, porém os ensaios de laboratório buscam verificar se o carro "continua atendendo aos requisitos ambientais".

"Se for reprovado, o software deverá ser retrabalhado pela fabricante até que atenda aos limites legais".

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