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Renault denunciará Ghosn por usar empresa para obter benefícios pessoais

Executivo teria usado patrocínio da Renault para ganhar aluguel de salão - Arne Dedert/EFE
Executivo teria usado patrocínio da Renault para ganhar aluguel de salão
Imagem: Arne Dedert/EFE

Do UOL, em São Paulo (SP)

08/02/2019 07h00

Resumo da notícia

  • Executivo teria usado patrocínio da Renault para não pagar aluguel de salão
  • Denúncia será a primeira feita pela marca contra Ghosn
  • Fabricante dizia não ter encontrado irregularidades até então

A Renault informou nesta quinta-feira (7) que formalizará uma denúncia contra Carlos Ghosn por obter benefícios pessoais às custas da empresa.

Ghosn teria fechado um acordo de patrocínio da Renault para reformas no Palácio de Versalhes e o negócio permitia a realização de eventos corporativos no local.

Porém, o jornal "Le Figaro" diz que Ghosn teria ganhado o aluguel de um dos espaços do local, avaliado em 50 mil euros (aproximadamente R$ 210 mil), para realizar a recepção do casamento com sua atual esposa Carole Ghosn.

A publicação ainda revela que a empresa contratada para realizar o evento indicou em uma das faturas que o salão foi "oferecido por Versalhes", ou seja, não houve pagamento pelo aluguel. A Renault afirma que "decidiu levar essas descobertas ao conhecimento das autoridades judiciais".

Denúncia será a primeira da Renault

Até então, a marca francesa dizia não ter encontrado indícios de corrupção em pagamentos de Ghosn -- ao contrário da Nissan, que já formalizou diversas queixas contra o brasileiro. "Os elementos reunidos até agora exigem verificações adicionais a serem realizadas", disse a Renault.

Ghosn está detido desde 19 de novembro e responde a várias acusações, como fraude fiscal, quebra de confiança e uso indevido de recursos da Nissan, além de recebimento ilegal na Mitsubishi.

O executivo foi demitido da presidência do conselho das marcas Nissan e Mitsubishi poucos dias após a prisão. Entretanto, foi só em janeiro deste ano que ele renunciou à presidência da Renault. A fabricante havia decidido mantê-lo no cargo mesmo diante das sucessivas denúncias da Nissan.