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Benê Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Redução de preço é saída rápida para o bom Citroën C4 Cactus vender mais

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

29/08/2021 04h00

Hoje falo sobre um modelo que pode ser considerado um verdadeiro guerreiro, o Citroën C4 Cactus. Isso porque, três anos após seu lançamento, ele precisa encarar o desafio de fazer bonito no mercado como o único modelo de passeio da marca Citroën vendido no Brasil.

Por tudo que representa e oferece, o C4 Cactus merecia ser uma figura mais popular em nosso mercado. É um carro atualizado, bem construído e que traz, entre seus diferenciais, o desenho fora do convencional para este segmento. Para mim, um ponto muito positivo no mar de carros bastante parecidos e sem ousadia.

No geral, a carroceria explora linhas quadradas e assim passa a sensação de que é mais largo do que realmente é. Tem detalhes externos marcantes, como as caixas de rodas com molduras de plástico salientes e a área frontal é cheia de personalidade, com o conjunto de iluminação dividido em três partes: luz de neblina embaixo, faróis principais no meio e, em cima, praticamente na ponta do capô, tem a luz diurna de led, o DRL.

Desde o início a Citroën quis entregar também uma boa dose refinamento no interior do C4 Cactus, e isso você percebe rápido no acabamento das peças, nas superfícies emborrachadas, detalhes em tecido no painel e nas portas, além do bom equilíbrio entre tons em preto brilhante e cromados.

Na versão Shine tem bancos e volante revestidos em couro e, no quesito conectividade, conta com um bom sistema multimídia e que nos chama a atenção para outra proposta da Citroën.

No Cactus, praticamente todos os botões do painel central foram eliminados, só sobrando o de volume do áudio. Ou seja, os recursos do carro devem são controlados pela tela da central multimídia com comandos por toque. Isso é bom, mas também pode incomodar, por exemplo, quando você precisa ajustar o ar-condicionado e está dirigindo sozinho.

Já sobre o espaço, o C4 Cactus consegue entregar uma boa proposta com medidas muito próximas dos concorrentes diretos: com 4,17 de comprimento, 1,71 de largura, 1,56 de altura e o bom entre-eixos de 2,60 m. Mas tem uma certa limitação no banco traseiro e no porta-malas modesto, com 320 litros de capacidade. Características que acabam jogando contra para quem tem pretensões de uso familiares.

Então vale voltar a falar daqueles outros pontos positivos do C4 Cactus, antes de tudo, um bom carro de passeio. Tem rodar silencioso, o acerto de suspensão é equilibrado, entrega conforto sem gerar balanço excessivo na carroceria e te assustar em situações mais próximas do limite.

Legal também - mesmo se tratando de um carro mais altinho para cumprir a proposta de um crossover ou de um SUV compacto - é a boa posição oferecida para o motorista. Na prática, lembra muito a condição encontrada em um bom hatch, coisa que ele realmente é. Com isso, dá para tirar proveito de mais um ponto indiscutivelmente forte dele, o motor 1.6 THP turbo flex de 173 cavalos de potência e 24,5 Kgfm de torque.

Junto com a transmissão automática de seis velocidades, esse motor faz do Cactus um carro bem ligeiro, que responde rápido nas retomadas de velocidade; ainda oferece opção de trocas manuais pelas aletas no volante. O consumo, apesar de alguns considerarem alto, está dentro da média para um modelo com essa proposta. Pelos padrões do Inmetro e com gasolina no tanque, faz média de 10,4 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada.

Para encerrar essa geral sobre o C4 Cactus, não dá esquecer dos recursos avançados de segurança oferecidos na versão Shine, isso desde sua chegada. É o caso do alerta de saída de faixa, a frenagem autônoma de emergência e mesmo o Grip Control, sistema que atua no controle de tração e que oferece alguns modos de condução para enfrentar pisos escorregadios. É uma eficiente alternativa aos sistemas de tração integrais dos modelos 4X4.

Mas, no fim das contas, mesmo com todos esses trunfos, até agora o C4 Cactus não conseguiu ser um sucesso de vendas no Brasil. Quem sabe neste momento, em que a Citroën passou a fazer parte do grupo Stellantis, onde estão também Jeep e Fiat, a situação melhore para ele. Poderia começar com uma boa revisão nos preços, que tal?

Pois foi o que a marca sinalizou neste mês, com uma ação promocional, limitada ainda, mas que reduziu o preço em quase R$ 9 mil. Ponto indiscutível para colocar o C4 Cactus numa condição alinhada às qualidades.

Preço Citroën C4 Cactus

Live 1.6 AT: 103.590,00
Shine 1.6 THP Pack AT: R$ 131.590,00

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL