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Ao menos dez capitais não terão Carnaval de rua em 2022; confira

Bloco Tarado Ni Você dá cor para o Carnaval de São Paulo no centro - Nelson Antoine/UOL
Bloco Tarado Ni Você dá cor para o Carnaval de São Paulo no centro Imagem: Nelson Antoine/UOL

Do UOL, em São Paulo

06/01/2022 13h24Atualizada em 06/01/2022 15h02

Diversas capitais estão cancelando a realização do Carnaval de rua em 2022 devido ao aumento de casos de covid-19 e do avanço da variante ômicron.

Entre as cidades que não terão as festividades de rua neste ano estão São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Distrito Federal, Campo Grande, Cuiabá, Belém, Teresina e mais.

Confira algumas decisões em detalhes:

São Paulo

A Prefeitura de São Paulo anunciou hoje o cancelamento dos blocos de rua no Carnaval da cidade. A informação foi divulgada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) após reunião em que se apresentou um estudo de vigilância epidemiológica. Por enquanto, os desfiles das escolas de samba estão mantidos.

Ontem, 41 blocos paulistanos já haviam anunciado que não desfilariam neste ano, mesmo que a prefeitura escolhesse manter a celebração. A lista de cancelamentos inclui o "Pipoca da Rainha" (Daniela Mercury), "Bloco do Alok", "Bloco do Abrava" (Tiago Abravanel) e "Bloco do Kondzilla".

Rio de Janeiro

Eduardo Paes (PSD-RJ), prefeito do Rio de Janeiro, também anunciou que o Carnaval de rua está cancelado em 2022. O político explicou que a decisão foi tomada após uma reunião com os representantes dos blocos da cidade. Eram previstos 620 desfiles de 506 blocos na cidade, entre fevereiro e março deste ano.

Os ensaios no Sambódromo seguem sem data para começar — o local passa por obras de melhorias e troca de asfalto. Ainda não há definição sobre como a crise sanitária deve afetar os desfiles das escolas de samba, até então confirmados.

Recife

O Carnaval de rua de Recife está suspenso em 2022. A decisão foi divulgada em um comunicado disponível no site oficial da prefeitura.

Os eventos programados na cidade aconteceriam entre os dias 25 de fevereiro e 5 de março. O comunicado também informa que a cidade ganha mais trinta leitos para pacientes respiratórios e amplia capacidade de atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Além da capital, o tradicional Carnaval de Olinda também foi cancelado: "O bloco da saúde tá sempre em primeiro lugar. A pandemia continua no mundo inteiro e não tinha como fazer festa com tanta gente ainda pegando covid e gripe", diz postagem da prefeitura nas redes sociais.

Florianópolis

Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis, citou a pandemia e a lotação em unidades de saúde como motivos para o cancelamento do Carnaval deste ano.

Distrito Federal

De acordo com o Correio Braziliense, o governador Ibaneis Rocha (MDB) informou que um decreto está sendo preparado para proibir as festas públicas.

Belo Horizonte

Na capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte decidiu que não vai patrocinar a festa. Sem incentivo da administração municipal, como era feito todos os anos, a expectativa é que os blocos não saiam às ruas.

Além disso, Ouro Preto, Diamantina e Tiradentes fazem parte dos 30 municípios em Minas Gerais que decidiram não promover as festas de Carnaval por causa da pandemia do coronavírus. O anúncio foi feito após reunião da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.

Salvador

Ainda em dezembro, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou que não haverá carnaval no estado em 2022 por causa do avanço da variante ômicron.

Diversos artistas também já anunciaram que não deverão desfilar em blocos de rua neste ano. Bell Marques comunicou em dezembro que os blocos "Camaleão", "Bloco de Quinta" e "Vumbora", comandados por ele no Carnaval de Salvador, foram oficialmente adiados para 2023. No mesmo movimento, Léo Santana também anunciou que adiou o bloco em Salvador para o ano que vem.

Curitiba

Em Curitiba, o Carnaval de rua também foi cancelado — e ocorrerá de forma virtual, pelo segundo ano consecutivo. A decisão foi tomada em dezembro pela FCC (Fundação Cultural de Curitiba), em atendimento ao pedido da Liga das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Curitiba e Região Metropolitana.