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Ex-globeleza Valéria Valenssa entrega a chave da cidade ao Rei Momo no Rio

Valéria Valenssa entre a corte do Carnaval carioca - Divulgação
Valéria Valenssa entre a corte do Carnaval carioca Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo*

09/02/2018 13h15

Ao contrário do Carnaval de 2017, neste ano, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, esteve presente na cerimônia de entrega das chaves da cidade para o Rei Momo. O gesto, no entanto, não foi executado pelo político e sim pela bailarina e ex-globeleza, Valéria Valenssa.

O ato ocorreu nesta sexta-feira (9), no jardim do Palácio da Cidade, sede social da prefeitura, e marcou a abertura oficial dos festejos do Carnaval. "Fiquei muito feliz com o convite e minha presença nada tem a ver com política. Ela é, sim, uma forma de agradecimento por tantas alegrias que o carnaval me deu. Desejo de todo coração que seja um carnaval de paz, amor e compreensão", disse Valéria. No ano passado, a cerimônia foi no sambódromo e aberta ao público.

"Vamos brincar com consciência, nos divertir à exaustão, mas com a consciência e sem violência. Muita união e muita paz. Declaro agora, oficialmente, aberto o Carnaval do Rio de Janeiro", disse Milton Júnior, o Rei Momo, ao lado de sua corte e da secretaria municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, e do presidente da Riotur, Marcelo Alves.

Marcelo Crivella também discursou e negou ter preconceito contra a festa e disse que ele é que foi sempre discriminado desde que se converteu à Igreja Universal. "Não é verdade quando as pessoas dizem que o prefeito tem qualquer tipo de preconceito contra o Carnaval. Até porque sou alvo de muito preconceito e discriminação, e entendo, e é assim desde criança, desde o tempo em que me converti", disse Crivella.

O prefeito, que é bispo da Igreja Universal, evita participar de eventos como esses. Desta vez, Crivella só concordou em participar se a entrega ocorresse de forma restrita. No ano passado, o político, além de não fazer a entrega da chave, também não foi assistir ao primeiro dia de desfiles. A tradição do prefeito assistir aos desfiles vinha sendo mantida por todos desde a inauguração do Sambódromo, em 1984.

Banho de hidrante no prefeito

Antes da entrega das chaves, o prefeito foi até a Marques de Sapucaí para vistoriar o Sambódromo. No local, Crivella foi atingido por um jato d'água de um hidrante, encharcando as suas calças. O incidente ocorreu quando um integrante da sua comitiva acionou sem querer o aparelho.

O prefeito ficou incomodado com o incidente mas depois levou no bom humor. "O pessoal da Rio Águas (órgão vinculado à Prefeitura do Rio responsável pelas redes de água do município) está de parabéns, porque a vazão que colocou aí, no ponto de água, quase me jogou pro alto. Se o bombeiro encostar aí, vai poder apagar incêndio até lá no Catumbi", brincou Crivella, referindo-se ao bairro que fica ao lado da Sapucaí.

A vistoria estava marcada para as 10h, mas ocorreu antes do horário previsto. Na Marques de Sapucaí, o prefeito visitou os camarotes e conheceu as estruturas de som e iluminação.

*Com informações das Agência Estado e Agência Brasil, no Rio