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'Perdi 31 kg com treino, dieta e jejum; venci depressão e me sinto viva!'

Como Emagreci Daiane - Arquivo pessoal
Como Emagreci Daiane Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o VivaBem

11/11/2021 04h00

Com complexo de inferioridade e problemas na vida profissional, a autônoma Daiane Bosso, 25, enfrentou, além da obesidade, um quadro de depressão. Com 105 kg, a moradora de Santo André começou a ter problemas por conta do excesso de peso e decidiu adotar um estilo mais saudável. A seguir, ela conta como chegou a 74 kg em um ano:

"Desde criança sofri muito preconceito na escola. As pessoas riam do meu cabelo, da minha cor de pele, do meu jeito de me vestir e do meu peso. Isso teve grande impacto na minha saúde mental. Por causa do preconceito, desenvolvi um complexo de inferioridade, que criou dentro de mim um bloqueio muito grande e sérios problemas de autoestima.

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Imagem: Arquivo pessoal

Aos sete anos, já era uma criança obesa. Lembro que minha mãe tinha o costume de colocar suspiros, bombons e amendoim em baleiros espalhados pela casa, para visitas. Ela enchia os potes e saía para trabalhar. Quando voltava, eu tinha comido tudo. Uma vez, fiquei até de castigo por ter acabado com os doces.

Minha alimentação piorou aos 15 anos, quando arranjei meu primeiro emprego, como jovem aprendiz, numa loja de roupa. Por causa do meu complexo de inferioridade, de não me sentir capaz de fazer nada de bom, eu me cobrava muito e buscava um perfeccionismo que não existia. Eu descontava essa pressão na comida, era 'viciada' em fast-food, salgadinhos e doces.

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Imagem: Arquivo pessoal

Apesar de notar os olhares tortos das pessoas, nunca liguei de estar gorda. Comer do jeito que eu comia era normal para mim. Só fui pensar em emagrecer aos 18 anos, quando conheci meu namorado, Gabriel, hoje meu marido. Na época, eu pesava 94 kg e não cheguei a fazer dieta, só diminuí o consumo de salgadinhos e doces.

Namoramos por um ano e três meses. Quando me casei, passei a ter crises de ansiedade por conta da rotina cansativa e entediante de ser dona de casa. Eu queria trabalhar, ser independente e ter o meu próprio dinheiro.

Meu marido me incentivou a fazer o que queria e pagou um curso técnico em administração de empresas. Um ano depois, em 2018, consegui um trabalho no escritório do meu professor. Amava aquele emprego, mas três meses depois fui demitida.

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Imagem: Arquivo pessoal

Passei um ano desempregada e, quando voltei a trabalhar em uma rede de fast-food no shopping, não consegui lidar com a pressão e pedi demissão um tempo depois. Toda essa situação envolvendo minha vida profissional me levou a uma depressão profunda, além de crises de ansiedade e de estresse.

Eu não tinha perspectiva de vida, tentei suicídio três vezes, só chorava, dormia e comia, nisso engordei e cheguei a 105 kg. Foi uma fase tão difícil que tinha semanas que eu e meu marido comíamos pizza de segunda a domingo, porque eu não cozinhava mais.

No começo de 2020, passei em uma consulta com a médica porque estava com queda de cabelo, cansaço, falta de ar e muita enxaqueca. Ela disse que o meu quadro era por conta do estresse e da obesidade. Alertou que eu precisava emagrecer, praticar algum esporte e seguir uma alimentação mais saudável —mas o que a médica disse entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

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Imagem: Arquivo pessoal

Na madrugada do dia 28 de abril de 2020, tive uma crise de compulsão e comi quatro latas de leite condensado, uma pura, uma com leite em pó, uma com chocolate e outra com coco ralado. Comi até passar mal. Fui para a frente do espelho chorando e sem roupa. Pedi ajuda e forças a Deus para me ajudar a mudar, não aguentava mais viver daquele jeito.

Cinco dias depois, comecei meu processo de emagrecimento. O primeiro passo foi fazer uma reeducação alimentar e cortar farinha branca, açúcar, frituras e refrigerante. Também fazia jejum intermitente. Não tomava café da manhã e tinha três refeições ao longo do dia: almoço, lanche da tarde e jantar —a última, sempre entre 18h e 19h. Meu cardápio era baseado em alimentos naturais: arroz integral, feijão, ovos, carne, frango, verduras, legumes, frutas, iogurte natural.

Um mês depois, percebi que eu nem sempre estava com fome quando era a hora das refeições, comia por 'obrigação'. Então, passei a me alimentar só quando sentia fome, uma ou duas vezes ao dia.

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A meta de Daiane era conseguir vestir esta calça jeans tamanho 44
Imagem: Arquivo pessoal

Durante dois meses, fiz exercícios em casa sete dias por semana. Não tinha uma rotina estabelecida do que ia fazer em cada dia, mas tinha o compromisso de me exercitar de alguma forma.

Meu treino durava 30 minutos e variava entre subir e descer escadas, caminhar e dar voltas no quintal ou dançar vendo coreografias no YouTube. Um tempo depois, parei o treino em casa e comecei a fazer musculação e funcional na academia.

Minha meta inicial era chegar a 85 kg. Estabeleci como objetivo vestir uma calça jeans mom tamanho 44, de forma que ela ficasse larga e com caimento legal, não justa, como estava. Toda vez que eu pensava em desistir, lembrava da calça, olhava várias fotos de quando estava muito acima do peso e colocava na cabeça que não queria mais continuar doente do corpo e da alma.

Nos dois primeiros meses, baixei o peso de 105 kg para 94 kg. Em um ano, fui além da minha meta e perdi 31 kg. Meu menor peso na balança foi 74 kg —tenho 1,67 m de altura. Depois, tive um reganho e hoje estou com 79 kg, mas focada em emagrecer um pouco mais.

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Imagem: Arquivo pessoal

Mudar a alimentação e fazer exercícios permitiu que eu me sentisse viva novamente, ajudou a curar a minha depressão. Ter um propósito, rotina, acordar todos os dias cedo, cuidar da minha casa, fazer a comida, me alimentar bem, ir para a academia, socializar, conversar com outras pessoas, me enxergar de uma nova forma e me sentir bonita. Tudo isso me despertou a vontade de viver e resgatou minha autoestima.

Uma ferramenta que me ajudou bastante foi compartilhar meu processo em meu Instagram (@emagrecendoo_daia/). Ele é como um diário do meu emagrecimento, onde compartilho minhas conquistas e tropeços e mostro que o processo de emagrecimento não é perfeito: todos passam por momentos difíceis, o importante é persistir. Sinto que mostrar minha história inspira e ajuda outras mulheres que estão enfrentando dificuldades parecidas, o que me motiva a não desistir."

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