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Sem fôlego para brincar com filhos, ela começou a treinar e perdeu 21 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Elcio Padovez

Colaboração para o VivaBem

11/02/2021 04h00

Após ter depressão, a baiana Iva de Souza, 47, começou a engordar e, depois de duas gestações tardias, chegou a 96 kg. Ver como estava cima do peso em uma foto com as amigas foi a motivação para abraçar uma vida saudável aos 45, começar a malhar em casa e emagrecer. A seguir, a funcionária pública conta como conseguiu

"Comecei a ganhar peso quando perdi minha mãe, aos 15 anos, e o meu pai, aos 21. Quando me dei conta que havia engordado, passei a praticar esportes, como a capoeira, e a controlar a alimentação. Mas parecia que os problemas não tinham fim. O luto fez com que eu desenvolvesse um quadro de depressão, que demorei para superar.

O tempo passou, eu me casei e, por conta da dificuldade de engravidar, tive gestações tardias. Adotei uma menina e, dez dias após receber a Jordana, engravidei do Miguel, que nasceu especial, quando eu estava com 35 anos. Depois, quando menos esperava, aos 43 anos, recebi a notícia de que a Letícia estava a caminho.

Como Emagreci - Iva - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Entre um filho e outro, engordei 27 kg e passei a me anular por eles. Só com o tempo percebi que estar com excesso não me permitiu acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos como gostaria, brincar com as crianças. Às vezes, eles queriam jogar bola, mas eu dava dez passos e já estava cansada. Só tinha vontade de ficar parada e olhando para o vazio.

Tentei fazer dietas restritivas, mas elas me deixavam fracas. Academia, nem pensar. Achava que lá não era meu lugar, pois as pessoas iam rir da minha aparência. Inventava um monte de barreiras para não ir, como a falta de dinheiro, de tempo. Era uma fábrica de desculpas e me sabotava. Sou gestora de uma repartição pública no Recife e na minha mesa de trabalho tinha um pote de doces que eu dizia ser para as visitas. Mentira, eram para mim.

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Imagem: Arquivo pessoal

Só acordei para a situação que vivia no final de 2018. Em um evento do trabalho, fui tirar uma foto com algumas colegas e me senti a mais gorda do grupo. Eu me destaquei na foto: só dava para ver minhas bochechas e minha barriga, não tinha como esconder isso.

Então, olhei bem para a foto e disse: 'Não quero mais essa situação'. Vou levantar do sofá e tomar uma atitude. Como não tinha muito dinheiro, decidi assinar um serviço online de treinos chamado Queima Diária.

Gostei da proposta de treinos de 15 minutos para começar e adaptei um espaço no quarto, entre o armário e a cama, para tentar fazer atividade física.

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Imagem: Arquivo pessoal

Os exercícios eram intensos e não dei conta de terminar a primeira sessão. Mas não desisti. Fui fazendo o que conseguia e aumentando aos poucos. Comecei a ganhar resistência, força e ver os resultados do treino.

Meu relacionamento com a comida também mudou radicalmente. Todas as pessoas sabem o que não pode comer e o que pode para ser saudável. O grande problema e manter o controle e não exagerar nos alimentos que em grade quantidade fazem mal à saúde e engordam.

Eu não conseguia comer só um docinho, comia logo três. Consumia muitos pães, açúcar (sorvete, brigadeiro), lanches. Gostava de refrigerante, suco de caixinha. Às vezes, sentava em frente à TV e comia um pacote de bolacha sozinha. Engordei tanto que tinha só duas calças que serviam em mim e blusas de malha. Imagina como eu me sentia.

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Imagem: Arquivo pessoal

Aprendi a comer berinjela, brócolis, abobrinha, além de um monte de frutas que nunca havia experimentado. Meu carrinho do supermercado virou uma 'festa', com alimentos coloridos. Após os 40, eu me permiti experimentar coisas saudáveis que dizia não gostar. Com orientação nutricional, descobri que tenho resistência a alimentos com glúten, que causavam dificuldade de ir ao banheiro e inchaço —então, cortei pães, massas, bolos e outras comidas feitas com trigo. Também parei de consumir açúcar.

Meu café da manhã tinha ovo, ricota, banana da terra ou panqueca de linhaça. Comia frutas e castanha nos lanches. E o cardápio do almoço e jantar tinha sempre carne, peixe ou frango e legumes e verduras. Comida de verdade, nada industrializado.

Após quase um ano fazendo exercícios em casa e mantendo uma boa alimentação, perdi 13 kg. Considerei um bom resultado, levando em conta que o metabolismo de uma pessoa de 45 não é igual ao de uma de 20. Estava feliz porque comecei a dedicar tempo para a 'Iva mulher', e não só para a mãe e funcionária pública.

Em uma consulta com a nutricionista, tomei um susto quando recebi o diagnóstico de que estava com perda óssea e que deveria investir em treinos de musculação para fortalecer o esqueleto. Como o prédio em que moro tem academia, contratei uma personal e comecei a malhar três vezes por semana com ela. Assim, perdi mais 8 kg entre novembro de 2019 e novembro de 2020.

Aos 47 anos, criei um perfil no Instagram, o @ivafitquarenta, para compartilhar minha história com outras mulheres que se encontram na mesma situação que eu cheguei e querem mudar. A questão não é estar gorda ou magra e, sim, estar bem e feliz com você.

Hoje, sou uma Iva bem melhor para mim e meus filhos. Outro dia, estávamos brincando de fazer estrelinha, jogo bola com eles. Ainda quero perder mais 3 kg, mas sem neura.

Eu me sinto feliz e quando alguém me chama na rua, não entendo Iva e, sim, Diva

Ser mais ativa diminuiu o estresse, a ansiedade e a depressão. Consegui escrever um novo capítulo da minha vida. Eu me sinto mais disposta, mais bem-humorada e percebi que, cuidando de mim, tenho condições de cuidar melhor da minha família."

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