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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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Pesquisa: mesmo na quarentena, pessoas preferem treinos ao ar livre

klebercordeiro/iStock
Imagem: klebercordeiro/iStock

Do VivaBem, em São Paulo*

14/08/2020 10h00

Que a pandemia mudou completamente a rotina da maioria dos brasileiros, todo mundo sabe. Agora, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon mostra como o isolamento social motivado pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) tem impactado a prática de atividades físicas.

A pesquisa, feita online, teve 1.204 participantes em 25 estados (em sua maioria, pessoas que habitam em São Paulo ou no Rio de Janeiro) e foi realizada entre 8 e 21 de junho. Mais da metade dos entrevistados (54%) tem mais de 50 anos.

O levantamento perguntou se as pessoas precisaram usar serviços de saúde neste período, entre os 464 participantes que usaram serviço de profissionais de saúde, 71,5% usaram médicos. Já os fisioterapeutas, que dificilmente podem orientar à distância, foram usados apenas por 4%.

Já entre os 536 que declararam a prática de atividades físicas durante o período —44% dos participantes— 77% deles afirmaram se exercitar ao ar livre.

Embora não haja dados mostrando os locais onde os indivíduos se exercitam, como por exemplo, pistas de caminhadas ou ciclovias com grande circulação de pessoas, há medidas de seguranças que devem ser tomadas por todos.

Como se proteger do coronavírus nos treinos

Troque a máscara se ela estiver molhada
O acessório perde sua efetividade quando fica úmido --o que no treino acontece tanto por causa do suor quanto da aceleração da frequência respiratória. Para evitar isso, a recomendação dos médicos é trocar o equipamento de proteção, em média, a cada 20 ou 30 minutos.

Não toque a boca, nariz e olhos
Essas são as principais "portas" de entrada do coronavírus no corpo e, como durante o treino na rua você vai ficar muito tempo sem lavar as mãos e pode encostar em alguma superfície contaminada, é muito importante nunca tocar o rosto.

Evite aglomerações
Se for correr ou pedalar na rua, procure rotas menos movimentadas, com ruas largas, que permitam a você manter uma distância segura dos pedestres na calçada. Prefira também treinar em horários em que há menos gente fora de casa e o comércio está fechado. O profissional de educação física Alexandre Evangelista, coordenador do curso de pós-graduação em medicina do esporte da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e do laboratório de estudos da rede de academias TecFit, relembra que o momento não é de atividades coletivas e que corredores e ciclistas devem sempre realizar seu treino individualmente.

Não saia de casa se tiver algum sintoma
Você não deve ir treinar (nem mesmo ir à padaria, ao supermercado etc.) caso apresente qualquer sinal da covid-19, como febre, tosse, coriza, falta de ar, dor de garganta, perda de olfato, diarreia. Nessa situação, procure ficar em um quarto isolado dentro de casa e busque orientação médica.

Como diminuir o desconforto de usar máscara no treino?

Como em grandes cidades treinar sem máscara não é uma opção nesse momento (o uso do acessório na rua é obrigatório em muitos municípios, além do que a máscara é importante para proteger você e todos ao seu redor da covid-19), o recomendado para minimizar desconfortos é pegar leve nos treinos e reduzir a intensidade.

Segundo Sérgio Maurício, médico do esporte e ortopedista pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o ideal é manter um ritmo leve a moderado em atividades aeróbicas como corrida, ciclismo e caminhada.

"Sugiro que nesse momento o atleta use a percepção de esforço em vez do monitor cardíaco para controlar a intensidade do treino, já que a máscara é um fator limitante e pode alterar os batimentos cardíacos", orienta Maurício.

*Com informações da reportagem de Lielson Tiozzo

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