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Astrid Fontenelle: "Somos iguais ao vinho, só ficamos melhores com o tempo"

Do VivaBem, em São Paulo

14/08/2020 15h00

No Conexão VivaBem desta sexta-feira (14), Astrid Fontenelle, 51, saudou seu envelhecimento. "Eu acho melhor até falar envelhecimento, porque não é só o vinho que fica bom com o tempo, a gente fica melhor quando fica mais velho", disse.

Ela não nega a parte ruim do passar dos anos, mas se diz feliz com a maturidade adquirida. "Tem coisas que são uma merda, a vista, o joelho, essas coisas que vai dando ruim, mas nada que um remédio não dê um jeito. Mas esse envelhecimento nos traz sabedoria. E é com ela que eu falo crie sua rede de amigos, porque lá no final são eles que vão te salvar".

Entretanto, a antropóloga e escritora Mirian Goldenberg disse que não é todo mundo que pensa dessa forma e que no começo da pandemia ouviu muitos discursos "velhofóbicos". "Era uma facada no meu coração e uma facada no coração deles, porque eles se sentiram inúteis e um peso para a sociedade, achavam que estavam atrapalhando", disse.

Segundo ela, são os idosos que precisam mais do que nunca saberem que são muito importantes para a sociedade. "Precisamos estar com eles. Não precisa de muito, de grandes tecnologias, eu faço isso por telefone. Eu digo todos os dias 'Eu te amo, você é muito importante para mim'".

Mirian disse que antes da pandemia pesquisou mais de 50 nonagenários e percebeu que a amizade, o apoio e ter alguém em quem confiar faz toda diferença na qualidade de vida.