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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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Dani Bananinha é criticada por malhar grávida; gestante pode e deve treinar

Prática não é contraindicada durante a gestação  - Instagram
Prática não é contraindicada durante a gestação Imagem: Instagram

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

17/12/2019 19h56

Nesta terça-feira (17), a assistente de palco Dany Bananinha desabafou sobre a relação entre a gravidez e a prática de exercícios em sua conta no Instagram. A artista, que está grávida de cinco meses, disse que não posta mais a rotina de atividade física devido ao julgamento de seus seguidores.

"Sei que tem muitas meninas que adoram que eu poste meus exercícios. Eu não estou postando porque realmente não tenho paciência para as pessoas que preferem julgar que qualquer outra coisa. Ah, você é maluca fazendo isso. Gente, gravidez não é doença. Não é", disse.

De acordo com a educadora física e colunista do UOL VivaBem Paola Machado*, a mulher grávida atleta ou em melhores condições físicas pode se submeter a programas de intensidades moderadas, mas de maior duração e frequência semanal.

Já a mulher grávida com estilo de vida sedentário deve começar em níveis baixos de intensidade e avançar de forma gradual. Entretanto, conforme a gravidez progrida, a mulher tende naturalmente a diminuir o nível de atividade física.

De forma geral, a prática regular de exercícios físicos durante a gestação reduz a intensidade das dores por atuar na manutenção do condicionamento físico, melhorar a flexibilidade e reduzir o ganho de peso na gestação.

Benefícios da atividade física

De acordo com o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG), exercitar-se pelo menos 30 minutos, na maioria dos dias da semana, leva a diversos benefícios, como:

  • Prevenção ou, em alguns casos, auxílio no tratamento da diabetes gestacional
  • Melhora do tônus muscular, força e resistência
  • Redução de dores nas costas, prisão de ventre, inchaço
  • Melhora do humor
  • Aumento da energia e disposição
  • Melhora no padrão de sono

Intensidade dos exercícios durante a gestação

As grávidas ativas devem manter exercícios aeróbicos em intensidade moderada, com frequência cardíaca até 140 bpm, três a quatro vezes por semana de 20 a 30 minutos, devendo evitar exercícios na posição supina (deitado de barriga para cima), ambientes quentes e, na presença de dores, suspender a prática.

"Exercícios de alta intensidade podem causar hipóxia (redução de oxigênio nos tecidos) no feto, além de induzir ao parto prematuro e ao baixo peso do bebê. Assim, os exercícios mais indicados são os moderados, levando a resultados positivos no peso fetal", ressalta Machado.

Contraindicações

Mulheres com as seguintes complicações abaixo devem evitar a prática:

  • Doença miocárdica descompensada;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Tromboflebite;
  • Embolia pulmonar recente;
  • Doença infecciosa aguda;
  • Risco de parto prematuro;
  • Sangramento uterino;
  • Isoimunização grave;
  • Hipertensão arterial;
  • Anemia;
  • Histórico de sedentarismo extremo;
  • Obesidade mórbida;
  • Diabetes mellitus descompensada;
  • Doenças tireoideanas, entre outros.

Vale lembrar que a mulher grávida atleta ou em melhores condições físicas pode se submeter a programas de intensidades moderadas, mas de maior duração e frequência semanal.

Já a mulher grávida com estilo de vida sedentário deve começar em níveis baixos de intensidade e avançar de forma gradual. Entretanto, conforme a gravidez progride, a mulher tende naturalmente a diminuir o nível de atividade.

Se você não realiza exercícios, não inicie a prática quando descobrir a que está grávida. Já para praticantes, é necessário liberação médica e acompanhamento profissional.

*Com informações de matéria publicada em 16/04/2018.

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