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Ter um AVC pode dobrar o risco de desenvolver demência

Derrame é quando o fornecimento de sangue no cérebro é interrompido - Getty Images
Derrame é quando o fornecimento de sangue no cérebro é interrompido Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

31/08/2018 09h57

Um novo estudo mostrou que ter um histórico de AVC aumenta o risco de desenvolver demência em cerca de 70%, e um derrame recente dobra esse risco.

Realizada por cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e publicada no periódico Alzheimer's & Dementia, a pesquisa analisou dados de 48 estudos envolvendo um total de 3,2 milhões de pessoas ao redor do mundo. “Dado o quão comum é o AVC e a demência, esse elo é uma descoberta importante”, ressalta Ilianna Lourida, uma das autoras. "As melhorias na prevenção do derrame e no cuidado pós-AVC podem, portanto, desempenhar um papel fundamental na prevenção da demência.”

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, 15 milhões de pessoas sofrem um derrame a cada ano. Enquanto isso, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo têm demência.

As características do acidente vascular cerebral, como a localização e a extensão do dano cerebral, podem ajudar a explicar o aumento do risco de demência observada nos estudos. Além disso, os pesquisadores notaram que o risco entre os homens foi maior do que nas mulheres.

Apesar dos resultados, a maioria das pessoas que sofre um AVC não desenvolve demência, por isso é necessária uma investigação adicional para determinar se as diferenças nos cuidados pós-AVC e estilo de vida podem reduzir ainda mais o risco de demência.

Entretanto, as descobertas podem ajudar a reduzir o avanço das doenças cerebrais relacionadas à capacidade de raciocínio e memória. "Cerca de um terço dos casos de demência são potencialmente evitáveis, embora esta estimativa não leva em conta o risco associado com acidente vascular cerebral. Nossos resultados indicam que este valor pode ser ainda maior e reforçam a importância de proteger o suprimento de sangue para o cérebro, para tentar reduzir a carga global de demência", conclui David Llewellyn, que também participou do estudo.

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