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Guia de Bonito: atrações e passeios imperdíveis na capital do ecoturismo

Daniel de Granville/Grupo Rio da Prata
Imagem: Daniel de Granville/Grupo Rio da Prata

Eduardo Vessoni

Colaboração para o UOL

02/11/2019 04h00

Seria apenas bonito, se não fosse lindo. A quase 300 km de Campo Grande, a Serra da Bodoquena exagerou na cenografia do lado de fora.

Uma viagem por essa região no oeste do Mato Grosso do Sul significa percorrer um dos rios mais cristalinos do Brasil, mergulhar em águas de transparência exagerada, fazer turismo no ritmo desacelerado da roça e visitar grutas, em uma área de cerca de 550 milhões de anos.

Embora o município de Bonito leve a fama, o turismo acontece também nas cidades vizinhas, como Jardim e Bodoquena.

A Gruta Lago Azul é uma das atrações mais populares de Bonito - Evandro Rocha/Secretaria de Turismo de Bonito
A Gruta Lago Azul é uma das atrações mais populares de Bonito
Imagem: Evandro Rocha/Secretaria de Turismo de Bonito

Com 40 atrações oficiais, aproximadamente, 90% do turismo é aquático. As atividades do gênero vão de atividades com baixo grau de dificuldade, como flutuações em rios, a batismo de mergulho com cilindro, modalidade para quem não é certificado.

Conhecido como capital nacional do ecoturismo, o destino tem também atrações que elevam a dose de adrenalina, como o impressionante rapel negativo de 72 metros no Abismo Anhumas e o mergulho com cilindro na Lagoa Misteriosa, uma caverna alagada que não se conhece o fundo.

Mergulho na Lagoa Misteriosa, em Jardim, próximo a Bonito  - João Gomes/Grupo Rio da Prata
Mergulho na Lagoa Misteriosa, em Jardim, próximo a Bonito
Imagem: João Gomes/Grupo Rio da Prata

Em Bonito, os ingressos não são comercializados na porta dos atrativos. Eles devem ser, obrigatoriamente, adquiridos nas agências da cidade.

Conhecido como Voucher Único, esse tíquete de acesso controla o número de visitantes e padroniza os valores das entradas nas atrações. Ou seja, não adianta procurar por valores diferentes ou pedir desconto, os preços são tabelados pelo Conselho Municipal de Turismo de Bonito (COMTUR).

Vale a pena incluir o Pantanal?

Não, não vale. O destino fica a cerca de 140 km do Pantanal sul-mato-grossense, região que costuma ser oferecida como opção de passeio, a partir de Bonito.

Essa imensa área alagada merece mais do que um bate e volta apressado. Caso você pretenda inclui-lo na viagem, considere alguns dias por lá, antes ou depois de Bonito. O Pantanal não é um zoológico e a fauna não tem hora marcada para aparecer.

O QUE FAZER

FLUTUAÇÃO

Na flutuação, as águas transparentes permitem ver facilmente a fauna e flora subaquática - Thiago Santos/istock
Na flutuação, as águas transparentes permitem ver facilmente a fauna e flora subaquática
Imagem: Thiago Santos/istock

A atividade é sempre precedida por um breve treinamento para uso dos equipamentos, como colete, snorkel e máscara, e logo é seguida por uma trilha por mata ciliar.

Em Bonito, não deixe de conhecer o rio Sucuri, que já foi considerado o mais cristalino do Brasil, onde é feita uma flutuação ao longo de 1.900 metros. A atividade acontece em águas fluviais extremamente azuladas. Para ver peixes, cuja baixa quantidade nesse rio pode frustrar, procure ir de maio a novembro.

Flutuação no Rio Olho d’Água, em Jardim - Eduardo Vessoni/UOL
Flutuação no Rio Olho d’Água, em Jardim
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL
Já no Rio da Prata, em Jardim, a 48 km de Bonito, acontece a maior flutuação da região, com 2,6 km de extensão (a maior parte dela no rio Olho d'Água e, os últimos 600 metros, no Prata). Prepare-se para uma experiência sobre jardins submersos, galhadas, formações rochosas e até ressurgências que levam o nome de Vulcão, devido ao movimento da areia no fundo do rio. A experiência é conhecida também pela alta concentração de peixes.

O local fica próximo da Lagoa Misteriosa, outro atrativo da cidade com possibilidade de flutuação ou mergulho com cilindro, em uma lagoa de profundidade ainda desconhecida.

TURISMO RADICAL

No Abismo Anhumas, aventura em um rapel negativo de 72 metros - Eduardo Vessoni/UOL
No Abismo Anhumas, aventura em um rapel negativo de 72 metros
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Abismo Anhumas
Ele tem entrada por uma fenda estreita, por onde se desce em rapel negativo de 72 metros até uma plataforma flutuante. A atividade pode ser combinada com flutuações e mergulho com cilindro de até 18 metros em uma lagoa interior. Ela abriga imponentes cones calcários que chegam a 20 metros de altura e, no fundo, esqueletos de animais. Destaque para os jardins suspensos que podem ser vistos ao longo da descida e a variedade de espeleotemas, como travertinos, couves-flores, estalagmite e estalactites.

Devido à complexidade da operação, que inclui treinamento prévio no centro da cidade, a atração tem valores elevados e só pode receber 20 pessoas por dia. Vai lá: Rua General Osório, 681 - Centro; tel.: (67) 3255-3313; www.abismoanhumas.com.br

Boca da Onça
Essa propriedade equipada com piscinas de água corrente, em Bodoquena, a 58 km de Bonito, abriga a maior cachoeira do Mato Grosso do Sul. Com 156 metros de altura, a queda que dá nome ao atrativo é uma das oito que podem ser visitadas durante uma trilha guiada de cerca de 4 km de extensão, próximo ao cânion do rio Salobra.

Mas a adrenalina sobe mesmo com o maior rapel de plataforma do Brasil, que também acontece no local. A descida negativa de 90 metros pelos paredões de rocha calcária de um cânion é seguida de uma caminhada por 400 degraus até os pés da Cachoeira Boca da Onça. Vai lá: Rodovia Bodoquena-Bonito km 26 (Bodoquena); tel.: (67) 3268-1597; www.bocadaonca.com.br

TURISMO URBANO

Boia cross no Rio Formoso, uma das atividades de lazer no Hotel Cabanas - Divulgação/Secretaria de Turismo de Bonito
Boia cross no Rio Formoso, uma das atividades de lazer no Hotel Cabanas
Imagem: Divulgação/Secretaria de Turismo de Bonito

Aquário de Bonito
Espaço com 30 tanques e 70 espécies de peixes de Bonito e do Pantanal. Destaque para a interação com animais, como a alimentação de arraias e piraputangas, em sessões noturnas, às 20h, às ter., qui. e sáb. Vai lá: Rua 24 de fevereiro, 2083; diariamente, das 9h às 22h; entrada paga www.aquariodebonito.com.br

Parque Ecológico Rio Formoso
É no rio que dá nome à propriedade que acontecem as principais atividades de lazer desse parque, a 8 km do Centro da cidade. No local, dá para fazer tirolesa, boia cross em corredeiras e trilha de 2 km até o deque do Paraíso para banho no Rio Formoso. Vai lá: Rodovia Bonito - Guia Lopes, km 7; tel.: (67) 3255-2200; entrada paga www.parquerioformoso.com.br

O tour de bicicleta percorre áreas urbanas e rurais da cidade - Eduardo Vessoni/UOL
O tour de bicicleta percorre áreas urbanas e rurais da cidade
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL
Tour de bicicleta
Mais do que pedalar por áreas urbanas e rurais de Bonito, esse programa da Lobo Guará Bike Adventure é conhecido pelo plantio de árvores, feito pelos próprios participantes. Em 11 anos, já foram 10 mil novas mudas de cedro, embaúba e ipê. Com roteiros de até 130 km, como o do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, a agência opera um circuito guiado de 17 km que sai do centro da cidade e segue até o Parque Ecológico Rio Formoso, com parada para banho. É possível fazer também travessias de bike até atrativos como as flutuações nos rios Sucuri e da Prata. Vai lá: Rua Pilad Rebua, 2156; tel.: (67) 9 9235-6954 / 9 9986-3906 www.loboguarabikeadventure.com.br

TURISMO RURAL

Passeio a cavalo na Estância Mimosa, na zona rural de Bonito  - Eduardo Vessoni/UOL
Passeio a cavalo na Estância Mimosa, na zona rural de Bonito
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Fazenda Ceita Corê
A 36 km de Bonito, essa propriedade de mil hectares tem day use com atividades inclusas, como uma trilha de 4 km (ida e volta) que passa por sete cachoeiras (a do Salto do Terraço é um dos destaques), apneia em uma caverna submersa de uma nascente e tirolesa que termina nas águas do rio Chapena. Vai lá: Rod. Bonito-Bodoquena, km 30; tel.: (67) 3255-2700; entrada paga com atividades e almoço; www.fazendaceitacore.com.br

Estância Mimosa
A 26 km de Bonito, essa fazenda fica em uma área protegida de mais de 400 hectares e é daqueles atrativos para passar o dia. A propriedade, que abriga um lago com jacarés-de-papo-amarelo, conta com cavalgadas com cavalo crioulo, tour guiado de observação de aves e uma trilha fácil de 2,8 km de extensão que passa por mirantes e cachoeiras para banho.

Destaque para o cenográfico almoço com produtos orgânicos na antiga sede da propriedade, com pratos feitos no fogão a lenha, como guisado de mandioca e carne ao molho pantaneiro. Vai lá: Rodovia MS 178, km 18 (zona rural de Bonito); entrada paga com atividades e almoço; www.estanciamimosa.eco.br

PRAIAS

Balneário do Sol: opção para famílias a cerca de 13 km de Bonito - Valter Patrial/Secretaria de Turismo de Bonito
Balneário do Sol: opção para famílias a cerca de 13 km de Bonito
Imagem: Valter Patrial/Secretaria de Turismo de Bonito

Balneário Municipal
A 5 km do Centro, essa atração recém-reformada fica às margens do Rio Formoso e tem estrutura como loja, restaurante, quiosques, churrasqueiras e trilha curta sobre deque de madeira. Vai lá: Rodovia Bonito-Guia Lopes, km 6; de qua. a seg., das 8h às 17h; entrada paga

Praia da Figueira
A 14 km do Centro de Bonito, é uma espécie de clube familiar, ao redor de uma lagoa com 60 mil m², com quiosques na água e praia de areia. O cardápio de atrações inclui atividades como flutuação no Rio Formoso, tirolesa, quadras esportivas e aluguel de SUP, caiaque e pedalinho. Vai lá: Rodovia Bonito - São Geraldo, km 14; tel.: (67) 3255-6300; entrada paga; www.praiadafigueira.com.br

Balneário do Sol
Piscina de águas correntes, parque infantil, tirolesa na água, churrasqueiras e restaurantes são algumas das opções desse atrativo familiar, a cerca de 13 km de Bonito. Vai lá: Rodovia do Turismo, km 8; tel.: (67) 3255-3500; entrada paga; www.balneariodosol.com.br

GRUTAS

Gruta de São Migue: formação natural com 65 milhões de anos  - Eduardo Vessoni/UOL
Gruta de São Migue: formação natural com 65 milhões de anos
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Em todas elas, as visitas são em áreas secas e com boa estrutura turística (como cafeteria, banheiros e loja) e incluem pequenas trilhas de acesso a salões de formações impressionantes.

Tombada pelo IPHAN como Monumento Natural de Bonito, a Gruta do Lago Azul é a atração mais popular do destino e tem acesso controlado de apenas 305 pessoas por dia. Após uma caminhada de cerca de 300 metros e descida por escadas rústicas, chega-se ao famoso lago de águas turquesa que repousa em um salão com diferentes espeleotemas, como as curiosas estalactites escalonadas que crescem na diagonal. Entre setembro e fevereiro, a incidência de luz sobre o atrativo dá tons ainda mais intensos a esse lago de 90 metros de profundidade e acesso proibido.

Gruta do Lago Azul: caminhada de 300 metros leva ao famoso lago de águas turquesa  - iStock
Gruta do Lago Azul: caminhada de 300 metros leva ao famoso lago de águas turquesa
Imagem: iStock

Inaugurada em 2014, a Gruta de São Mateus, a 4 km de Bonito, é conhecida pela proximidade com que o visitante caminha entre espeleotemas, como o belo Bolo de Noiva, uma estalagmite de cerca de dois metros de altura.

O tour de cerca de uma hora passa por cinco salões iluminados artificialmente, ao longo de uma trilha interna de 180 metros. O local abriga também um pequeno museu com acervo de objetos da região como um livro de 1880 e uma suposta arma usada durante a Guerra do Paraguai. Vai lá: Rodovia do Turismo, km 2; tel.: (67) 3255-1302); entrada paga.

Já a São Miguel, a 5 km da Gruta do Lago Azul e a 18,5 km do Centro de Bonito, conta com uma ponte pênsil que dá acesso a essa formação de 65 milhões de anos e a um viveiro com aves da região, como araras-vermelhas. Vai lá: Rodovia Três Morros, km 0; tel.: (67) 3255-5524; entrada paga; www.grutasdesaomiguel.com

MERGULHO

Mergulho com cilindro no Rio da Prata, em Jardim  - João Gomes/Grupo Rio da Prata
Mergulho com cilindro no Rio da Prata, em Jardim
Imagem: João Gomes/Grupo Rio da Prata

Endereço das populares flutuações, os rios de Bonito também podem ser explorados em mergulhos de cilindro. É possível fazer batismo. "um aperitivo para quem não tem curso de mergulho, mas quer ter a sensação de estar debaixo d'água", explica o instrutor João Gomes da Silva. As águas doces locais se destacam pela excelente visibilidade que pode chegar a 13 metros.

Um dos locais para a prática é no Rio da Prata, um mergulho guiado a sete metros de profundidade e com trinta minutos de duração, no município Jardim. O destaque é a cenografia desse rio lotado de peixes, com poções e pequenas cavernas formadas por galhos e troncos caídos. Vai lá: Rodovia BR 267, km 512, Jardim; www.riodaprata.eco.br

Para emoções mais fortes, o batismo na Lagoa Misteriosa é uma das experiências mais marcantes em todo o destino.

IMPERDÍVEL!

Na Lagoa Misteriosa, é possível fazer desde flutuação a mergulhos profundos - João Gomes da Silva/Grupo Rio da Prata
Na Lagoa Misteriosa, é possível fazer desde flutuação a mergulhos profundos
Imagem: João Gomes da Silva/Grupo Rio da Prata

A Lagoa Misteriosa é uma das experiências mais impactantes em toda a região da Serra da Bodoquena. Em uma dolina de 75 metros, ela é famosa pelas exageradas águas azuladas, a constantes 25°C. O local é considerado uma das cavernas mais profundas do Brasil, de acordo com a SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia).

Para o instrutor de mergulho João Gomes da Silva, os destaques são a alta transparência de suas águas e o mistério que envolve a profundidade do local - a medição mais extrema chegou a 220 metros, mas não encontrou seu fundo.

Além de flutuação na superfície da lagoa, é possível realizar também batismo (atividade guiada para quem não é certificado) e mergulho em três modalidades (básico, avançado e técnico), com profundidades que variam de oito a 60 metros, em meio a imensos paredões rochosos que vão se afunilando em direção ao "infinito".

Fique atento
Entre meados de setembro e abril, a visibilidade da lagoa é comprometida pela proliferação de algas e a atração é fechada para visita (exceto para mergulhos avançados e técnicos). O pico da transparência da água é em julho. Vai lá: BR 267, km 515 - Jardim. www.lagoamisteriosa.eco.br

ONDE FICAR

Receptivo do Rio da Prata, onde acontecem flutuações e mergulho com cilindro - Eduardo Vessoni/UOL
Receptivo do Rio da Prata, onde acontecem flutuações e mergulho com cilindro
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

A hospedagem é uma atração à parte de Bonito. Com opções que vão de hostels a hotéis mais luxuosos, certos estabelecimentos apostaram forte nos serviços de lazer, alguns deles com atividades abertas também para quem não está hospedado, como o hotel Cabanas.

A 6 km da cidade, o empreendimento tem quartos em cabanas suspensas e amplo cardápio de atividades, como trilhas, arvorismo, uma tirolesa de 60 metros que termina nas águas do rio Formoso e passeios de boia cross, SUP e caiaques por corredeiras.

Equipada com uma agência de turismo e com apartamentos amplos, a Pousada Águas de Bonito tem piscinas externa e coberta, além de trilha para observação de aves.

O hotel é conhecido pela farta merenda pantaneira que acontece à tarde, com produtos regionais e do vizinho Paraguai, como mate gelado, chipas e sopa paraguaia (espécie de torta salgada de milho).

ONDE COMER

Almoço na Estância Mimosa, na zona rural de Bonito  - Eduardo Vessoni/UOL
Almoço na Estância Mimosa, na zona rural de Bonito
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

Próximo ao Pantanal e ao Paraguai, o destino é lugar certo para encontrar pratos fartos feitos com peixe de água doce como pacu e piraputanga, e até carne de jacaré, uma das especialidades da região. Não é raro encontrar também opções com comidinhas do vizinho paraguaio, como chipa e a sopa paraguaia.

Os principais estabelecimentos se concentram na rua Pilad Rebuá, a principal via da cidade, e nas transversais, como o concorrido Juanita Restaurante (Rua Nossa Senhora da Penha, 854; tel.: 67 - 3255-1924), cujo extenso cardápio vai de pacu na brasa com farofa de banana e pirão a jacaré na pedra.

Os atrativos em áreas rurais, como fazendas e flutuações, costumam incluir almoço self service com comida preparada no fogo a lenha. Não deixe de provar o doce de leite artesanal da Estância Mimosa, em Bonito, e no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim. Os tons mais escuros e o sabor caramelizado são por conta do cozimento de cerca de 10 horas.

COMO CHEGAR

DE AVIÃO

Com mais opções de voos e com passagens mais em conta, o aeroporto de Campo Grande ainda é a melhor porta de entrada para quem visita Bonito, a pouco menos de 300 quilômetros da capital sul-mato-grossense. O terminal recebe voos da Latam, Gol e Azul.

No aeroporto regional de Bonito, a 13 km da cidade, chegam apenas voos da Azul, via Campinas, cinco vezes por semana. Mas, devido às poucas opções de voos, as passagens costumam ser mais elevadas.

DE ÔNIBUS OU VAN

A Cruzeiro do Sul faz o trecho Campo Grande-Bonito, em quatro saídas diárias (uma pela manhã; duas à tarde; e uma noturna) e cinco horas de viagem.

Uma opção mais rápida (quatro horas de estrada, aproximadamente) são as vans da Vanzella, a única empresa do aeroporto a operar a rota Campo Grande-Bonito nesse modelo de transporte, onde os passageiros são distribuídos em seus hotéis ou residências. Em ambos sentidos, são seis horários diários. Devido à alta procura, é recomendável reservar com antecedência de três dias.

Campo Grande-Bonito: 10h / 11h30 / 14h30 / 16h30 / 19h / 23h30
Bonito - Campo Grande: 3h40 / 7h30 / 10h / 12h / 18h30 / 21h

Para quem quer mais privacidade, é possível contratar serviço de vans e ônibus para grupos de 15 a 44 pessoas, na Terra Transportes.

DE CARRO

Pela BR-060 chega-se em Bonito, em cerca de 3h30 de viagem. O aeroporto de Campo Grande tem lojas da Localiza Hertz, Movida e Unidas.

Quem decidir por aluguel em Bonito, agências da Localiza e da Unidas ficam no Centro da cidade.

Cascata do Jabuti, queda d’água visitada durante trilha no Complexo Turístico Boca da Onça - Divulgação
Cascata do Jabuti, queda d’água visitada durante trilha no Complexo Turístico Boca da Onça
Imagem: Divulgação

CIRCULANDO

Não há ônibus de linha em Bonito e os atrativos turísticos costumam ser afastados do Centro da cidade e exigem contratação de transfers ou deslocamentos em carro particular. Uma alternativa são os táxis que atuam na região, cujos motoristas cobram valor fechado até os atrativos e costumam esperar os turistas para o retorno à cidade.

A vida comercial do destino gira em torno da Pilad Rebuá, rua central onde estão lojas, restaurantes e agências para contratação de passeios.

Estância Mimosa, na zona rural de Bonito  - Eduardo Vessoni/UOL
Estância Mimosa, na zona rural de Bonito
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

QUANDO IR

A alta temporada em toda a região é em feriados e nos meses de férias escolares (janeiro, julho e dezembro).

Já o período de chuvas costuma ir de outubro a março, quando os dias são mais quentes e há probabilidade de chuvas. Porém, as atividades turísticas acontecem durante todo o ano, exceto na Lagoa Misteriosa, que fecha entre outubro e meados de abril.

Para mergulhos com cilindro e flutuações em rio, a melhor época é de maio a setembro.

Água cristalina em flutuação no Rio Olho d’Água, uma das etapas da atividade no Rio da Prata - Eduardo Vessoni/UOL
Água cristalina em flutuação no Rio Olho d’Água, uma das etapas da atividade no Rio da Prata
Imagem: Eduardo Vessoni/UOL

INFORMAÇÕES OFICIAIS

Site do turismo oficial de Bonito
www.turismo.bonito.ms.gov.br

CAT (Centro de Atendimento ao Turista de Bonito)
Rodovia Bonito - Guia Lopes, km 0
Tel.: (67) 3255-1850
De seg. a sex., das 7h às 11h e das 13h às 17h; sáb. das 7h às 11h

Fuso horário
Mato Grosso do Sul está uma hora menos com relação ao horário de Brasília

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