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Os 5 principais gastos com filho no primeiro ano: como fazer caber no bolso

Planejar os gastos com filho é passo importante para as finanças familiares - Getty Images/iStockphoto
Planejar os gastos com filho é passo importante para as finanças familiares Imagem: Getty Images/iStockphoto

Por Luciana Mendonça

Colaboração para Universa, de São Paulo

04/05/2022 04h00

A chegada dos filhos impacta profundamente a vida familiar e, sem planejamento, "a gravidez pode acabar gerando a chamada inadimplência momentânea —aquela em que a pessoa paga suas contas sempre com atraso e cobrança de juros e multas", explica a educadora financeira Carol Stange.

Recentemente, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) divulgou o relatório intitulado "O Estado da População Mundial 2022", que aponta que metade das gestações no mundo (121 milhões) por ano, não são planejadas. A entidade indica uma verdadeira "crise global de gravidez não intencional". Tendo em vista os dados e a proximidade com o Dia das Mães, separamos os cinco principais custos com a gravidez e como se preparar para eles.

Esse cenário é prejudicial para a vida financeira do casal, tendo em vista que ainda na gestação, os pais se veem em meio a gastos com exames pré-natal, suplementação alimentar, e eventualmente, até com perda ou diminuição de receita, caso a gestante possa ter a necessidade de parar de trabalhar momentaneamente, seja por questões médicas, ou porque deseja priorizar o momento.

Com planejamento, é possível se preparar para gastos com o parto, eventuais dias a mais no hospital e, após o nascimento, com demandas como a aplicação de uma vacina que ainda não é disponibilizada pelo SUS, por exemplo, ou se houver a necessidade de fazer uso de leites especiais.

"O casal que consegue se planejar para esse momento, pode vivenciá-lo com mais conforto financeiro, o que pode impactar inclusive no bem-estar familiar nesse momento de transição para a chegada de mais integrantes à família", defende Stange.

Na ponta do lápis

Na prática, um enxoval completo com carrinho, banheira, berço, babadores, macacões, fraldas, roupas de cama e banho, produtos de higiene, móveis e acessórios pode custar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil —ou ainda ultrapassar esse valor. Veja como você pode se preparar para estes gastos.

Enxoval
O enxoval é composto por todos os produtos que um bebê precisa nos primeiros anos de vida. Aqui vale lembrar que todos os acessórios poderão ser encontrados desde opções simples, até as mais modernas e que encarecem os produtos. Por isso, vale o bom senso e se perguntar se esses diferenciais são realmente uma necessidade da qual não abre mão.

Mobília
Montar o quarto do bebê é outro item que costuma consumir muito do orçamento para a chegada do primeiro filho. Aqui, a dica é muita pesquisa para encontrar os móveis do seu gosto com preço que caiba com a verba reservada para isso.

Para quem não faz questão de produtos novos, há aplicativos de vendas de usados e até mesmo grupos, em redes sociais, nos quais as pessoas colocam à venda produtos em ótimo estado de conservação e com bom custo.

mulher grávida - Povozniuk/Getty Images/iStockphoto - Povozniuk/Getty Images/iStockphoto
"Preparar a casa e o bolso para esse momento pode trazer mais tranquilidade para os pais acompanharem o desenvolvimento de uma vida'
Imagem: Povozniuk/Getty Images/iStockphoto

Roupas e acessórios
Nos primeiros anos de vida, a criança está em franco crescimento e perde roupas e calçados rapidamente. Aqui, vale optar pela velha prática que muitas mães têm da troca entre familiares. Quem nunca ouviu falar de um carrinho de bebê que foi da irmã mais velha, passou para o caçula, serviu à prima? Itens como bebê conforto e cadeira para carro são produtos que, se bem cuidados, podem ser usados por diferentes crianças. Além de econômica, essa é uma medida sustentável e o planeta agradece.

Alimentação
A alimentação é outro item que demanda muito do orçamento familiar, tendo em vista que para crescer com saúde, é preciso uma dieta balanceada. Até o sexto mês, a recomendação é a de que a criança seja alimentada apenas com leite materno, mas sabemos que por diferentes questões, nem sempre essa realidade é possível.

Caso o bebê precise de fórmula, a família gastará em média uma lata de leite por semana ao custo de cerca de R$ 40 a lata. Mensalmente, esse valor pode chegar a R$ 160 por mês. Com a introdução alimentar, a criança passará a ter em sua dieta frutas, legumes e proteínas, o que aumenta o gasto. A dica aqui é oferecer os alimentos o mais natural possível, mantendo os industrializados longe do cardápio da criança, não apenas por uma questão de saúde, mas também por terem custo mais elevado.

Creche
Por fim, a creche ou o pagamento de profissional para ficar com a criança, ao fim da licença-maternidade, é outro item que pesa no orçamento nesse primeiro ano --o déficit de vagas é realidade em cidades de todo o país. Havendo a necessidade de pagar por uma creche, o custo médio é de R$ 500 para meio período, lembrando que em muitas delas, os pais ainda precisam arcar com a alimentação extra.

Como visto, os gastos com a chegada do bebê são altos e só falamos dos principais custos no primeiro ano. Por isso, Stange defende que planejar com antecedência a chegada do primeiro filho deveria estar no radar de todo casal.

"Poder preparar a casa e o bolso para esse momento único pode trazer mais tranquilidade para os pais acompanharem o desenvolvimento de uma vida. Pesquisar preços para o enxoval, ter a cobertura de um bom plano de saúde, organizar com calma um chá de bebê e, por fim, não ficar noites sem dormir se os gastos com a saúde ou cuidados com o bebê saírem do previsto farão toda a diferença para a vida financeira futura do casal", defende a educadora.