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Presa por porte de maconha e hoje ativista social: quem é a filha de Biden

Ashleey Biden é filha do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden - Reprodução/Instagram @ashleey.biden
Ashleey Biden é filha do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden Imagem: Reprodução/Instagram @ashleey.biden

De Universa

14/11/2020 14h14

Única filha mulher do presidente eleito dos Estados Unidos Joe Biden —ele perdeu a primeira companheira e filha num acidente de carro na década de 1970—, a discreta Ashley Blazer, 39, deve ganhar mais os holofotes quando o pai assumir ao posto em 20 de janeiro. Nascida em Wilmington, a maior cidade do estado de Delaware, ela é filha de Jill Biden, com quem o político se casou em 1977.

Com mestrado em serviço social pela Escola de Política e Prática Social da Universidade da Pensilvânia, Ashley disse à revista Glamour em 2017 que a paixão pela carreira, focada em justiça social na educação, começou muito jovem:

"Meu pai é um servidor público de longa data; minha mãe era professora de escola pública —está no meu DNA", afirmou. Mais tarde, em 2018, falou ao Delaware Today que o pai foi sua grande inspiração.

"Ele sempre me ensinou que silêncio é cumplicidade, e que devo defender quem está sendo tratado injustamente. Essa atitude me acompanhou ao longo da minha maturidade e me orientou profissionalmente."

Na mesma entrevista, ela garantiu que sempre mediou conflitos. "Quando jovem, não suportava ser ridicularizada ou criticada", explicou ela. E são esses valores que orientam sua trajetória profissional.

Ela foi assistente social até 2012 no Departamento de Serviços para Crianças, Jovens e Família de Delaware. Também foi nomeada diretora executiva do Delaware Center for Justice em 2014, que se concentra na reforma da justiça criminal e lutou pela reforma para declarar a inconstitucionalidade da pena de morte. No ano passado, deixou o cargo de diretora executiva da entidade com a intenção de se voltar para a campanha de seu pai.

Após a morte do irmão mais velho, Beau, em decorrência de um câncer no cérebro, em 2015, fundou a organização Livelihood, onde projeta e vende roupas feitas nos Estados Unidos, com o objetivo de doar os lucros para as vendas a organizações comunitárias em D.C. e Delaware.

Problemas com a polícia

Mas Ashley também coleciona incidentes com a polícia, ocorridos na sua juventude. Ela foi presa por porte de maconha quando estava na faculdade, e teve problemas com a lei por consumir álcool antes de atingir a maioridade (nos Estados Unidos é aos 21 anos).

Além disso, em 2002, foi presa em Chicago por obstrução de autoridade, como relatou o Chicago Tribune na época. A filha de Joe Biden estava passando a noite em uma festa com alguns amigos quando, de acordo com um porta-voz da polícia da cidade, um de seus amigos, John Kaulentis, jogou uma lata em um policial. Quando eles foram prendê-la, Ashley teria dado um soco em outro policial, segundo a versão policial. O episódio foi resolvido com sua prisão, embora as acusações tenham sido rejeitadas depois que o grupo se desculpou com o juiz.

Ao contrário da filha do atual presidente Donald Trump, Ivanka Trump, Ashley prefere evitar aparições públicas. Ela não gosta de subir no palco, como confirmou na Cúpula do Regimento das Mulheres de 2014 em Washington. "É uma honra me encontrar em uma sala cheia de mulheres em posições-chave", disse. "Há uma energia muito boa e estou confortável, algo inusitado para mim neste tipo de ocasião", acrescentou.

Mas durante a última campanha presidencial, se jogou na frente das câmeras. Em agosto, participou do evento Women for Biden (mulheres por Biden), em Wisconsin, onde foram discutidos temas como disparidade salarial, cuidado com as crianças e direitos reprodutivos, e também participou da Convenção Nacional Democrata para apoiar seu pai.

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