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Reino Unido cede à pressão dos EUA e bane equipamentos 5G da Huawei

Equipamentos da Huawei terão que ser trocados no Reino Unido - François Lenoir/Reuters
Equipamentos da Huawei terão que ser trocados no Reino Unido Imagem: François Lenoir/Reuters

14/07/2020 10h37

O governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, proibirá a chinesa Huawei na rede 5G do Reino Unido, ordenando que as empresas de telecomunicações removem seus equipamentos até 2027, disse nesta terça-feira (14) o secretário de mídia Oliver Dowden.

Os operadores não poderão comprar componentes 5G da Huawei a partir do final deste ano e foram instruídos a remover todos os equipamentos existentes fabricados pela gigante de telecomunicações chinesa da rede 5G até 2027.

"O NCSC (Centro Nacional de Segurança Cibernética) informou agora aos ministros que eles mudaram significativamente sua avaliação de segurança da presença da Huawei na rede 5G do Reino Unido", disse Dowden à Câmara dos Comuns após Johnson presidir uma reunião do Conselho de Segurança Nacional britânico.

A decisão foi formalizada pelo Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo primeiro-ministro Boris Johnson, e reverte a autorização concedida pelo próprio governo em janeiro passado, quando permitira que a empresa tivesse um papel "limitado" na montagem da rede 5G.

O novo posicionamento do Reino Unido é uma vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua guerra comercial com a China, que, por sua vez, já havia prometido retaliações caso os britânicos excluíssem a Huawei, o que pode agravar uma tensão já elevada pela crise em Hong Kong.

Por outro lado, o governo Trump havia dito a Londres que a decisão de janeiro de permitir a participação da companhia chinesa poderia impedir o compartilhamento de informações de inteligência e até levar à realocação de caças americanos estacionados na Inglaterra.

Os Estados Unidos alegam que uma rede 5G desenvolvida pela Huawei poderia se tornar um veículo de espionagem da China, acusação negada pela companhia.

Com informações da Ansa