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Coronavírus: protestos contra quarentena são removidos pelo Facebook

Facebook irá remover eventos de protestos contra a quarentena - iStock/Getty
Facebook irá remover eventos de protestos contra a quarentena Imagem: iStock/Getty

Gabriel Francisco Ribeiro

De Tilt, em São Paulo

20/04/2020 17h08

Sem tempo, irmão

  • Facebook começou a remover eventos que chamem a protestos contra quarentena
  • Posts já foram removidos em ao menos três Estados norte-americanos
  • Rede social conversa com governos para entender se eventos quebram normas do Estado
  • Facebook diz que não permite posts que quebrem indicações de saúde e proteções

O Facebook passou a remover posts chamando a protestos contra a quarentena, segundo a imprensa dos Estados Unidos. A remoção das publicações envolve chamamentos para manifestações que burlem as normas de distanciamento social exigidas por governadores para controlar o coronavírus.

Segundo a rede de televisão norte-americana CNN, já foram removidos posts chamando para protestos contra a quarentena em Estados como New Jersey, Califórnia e Nebraska. A rede social também está conversando com governadores de Nova York, Wisconsin, Ohio e Pennsylvania para determinar se protestos contra a quarentena nessas localidades também quebrariam regras sanitárias.

Todas as publicações removidas feriam as normas de distanciamento social - mesma atitude tomada na remoção de posts de políticos como Jair Bolsonaro (sem partido) pelas redes.

Ao Tilt, a rede social apontou que ""a menos que um governo proíba estes eventos neste período, permitimos que eles sejam organizados no Facebook. Pela mesma razão, eventos que desafiam as orientações de um governo a respeito do distanciamento social não são permitidos no Facebook."

À CNN, o Facebook apontou que vai derrubar eventos que encorajam violar as regras de distanciamento social, mas pode deixar outros posts na rede social, incluindo grupos, sobre os protestos.

Tilt apurou que esta é uma ação global do Facebook e não se limita aos Estados Unidos. Contudo, o caso norte-americano conta com especificidades: por lá, alguns Estados declaram o confinamento total - ou seja, proibição de circulação de pessoas nas ruas, assim como países como Itália, França e Espanha.

Este não é o caso do Brasil, por exemplo, onde decretos limitam atividades econômicas e aglomerações, mas sem estabelecer proibição de circulação de pessoas na rua, na maior parte dos casos.

Por isso, essa fiscalização de posts seria feita caso a caso. Carreatas, por exemplo, possivelmente não sofreriam sanções, já que respeitam o distanciamento social.

No Brasil, grupos de pessoas fizeram alguns protestos do tipo no último fim de semana, seja em cidades do interior ou em capitais como São Paulo ou Brasília. Muitos desses protestos, que pedem a reabertura do comércio, são promovidos por pessoas, grupos ou páginas dentro do Facebook.

Na última semana, o Facebook anunciou que passaria a avisar por meio de notificações as pessoas que tiveram contato com notícias falsas sobre o coronavírus. A ação só ocorreu após a plataforma ser pressionada por organizações como a Avaaz.