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Quer ver a chuva de meteoros Leonídeos? Separe sua noite e madrugada

Chuva de meteoros Leonídeos de 2001, registrada em Duluth, nos EUA; fenômeno ocorre todo ano - Brian Peterson/AP Photo/Minneapolis Star Tribune
Chuva de meteoros Leonídeos de 2001, registrada em Duluth, nos EUA; fenômeno ocorre todo ano Imagem: Brian Peterson/AP Photo/Minneapolis Star Tribune

Rodrigo Trindade

De Tilt, em São Paulo

17/11/2019 08h00

Sem tempo, irmão

  • Fenômeno anual terá sua melhor visibilidade em 2019 nesta noite e na madrugada
  • Lua deve atrapalhar curiosos por apresentar com luminosidade forte
  • Visibilidade é melhor a olho nu e fora de centros urbanos

Todo ano, em novembro, a chuva de meteoros Leonídeos colore o céu noturno. Em 2019, o melhor momento para vê-la está chegando: é entre a noite deste domingo (17) e a madrugada de segunda-feira (18).

O fenômeno ocorre sempre que a Terra passa perto da órbita do cometa Tempel-Tuttle, cujos destroços entram em combustão ao penetrarem na nossa atmosfera. Esses pedaços do cometa, originários da aproximação do Tempel-Tuttle ao Sol, não representam nenhum risco ao nosso planeta.

O melhor momento para acompanhar a chuva de meteoros é no fim da madrugada de segunda-feira. A expectativa é de cerca de 15 meteoros por hora, mas a luminosidade da Lua pode atrapalhar a visualização. Tentar deixá-la fora do campo de visão é o mais recomendado.

Não é necessário nenhum equipamento para enxergar os bólidos. É até mais fácil identificá-los sem um binóculo ou telescópio, dado que os acessórios restringem a área do que você enxerga e os meteoros são visíveis a olho nu.

A recomendação, para os curiosos, é buscar um local escuro, que tenha pouca iluminação artificial - nas cidades será mais difícil de enxergar. Deitar no chão e olhar direto para o céu aumenta as chances de notar a passagem de um meteoro, que neste caso deve aparecer nas imediações da constelação de Leão. Entendeu o porquê do nome Leonídeos?

Essa chuva de meteoros costuma deixar trilhas verdes e persistentes no céu, uma consequência dos metais que compõem o Tempel-Tuttle: ferro e magnésio.

Para este ano, a expectativa é que a visualização do fenômeno seja difícil. O cometa completa a órbita solar a cada 33 anos e, segundo o site Earth Sky, é a cada intervalo de cerca de 33 anos que as chuvas se tornam mais intensas. A última delas foi em 2001, então, para ver o céu repleto de meteoros, teremos que esperar um pouco mais de dez anos.

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