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Game Pass: vale a pena assinar "Netflix" de jogos do Xbox?

Serviço Xbox Game Pass promete ser o equivalente à Netflix na indústria de jogos eletrônicos - Reprodução
Serviço Xbox Game Pass promete ser o equivalente à Netflix na indústria de jogos eletrônicos Imagem: Reprodução

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

21/08/2017 14h35

Durante sua conferência na feira europeia Gamescom, a Microsoft anunciou que o Xbox Game Pass, uma espécie de Netflix de jogos de videogame, chegará ao Brasil em 1º. de setembro, com assinatura mensal de R$ 30.

Anunciado em março e disponível desde junho nos EUA, o serviço para Xbox One promete trazer um catálogo rotativo com dezenas de títulos, que poderão ser jogados livremente por assinantes até serem substituídos por uma nova leva de games.

Mas será que vale o investimento?

Antes de mais nada, é importante notar que, ao contrário da Netflix ou mesmo de rivais como o PlayStation Now, o Xbox Game Pass não é um serviço por streaming. Ou seja, o jogador pode baixar e jogar livremente qualquer um dos títulos na biblioteca, sem depender de uma conexão online para ter acesso a ele depois disso.

No lançamento, o catálogo terá um total de 125 jogos tanto do Xbox One quanto do Xbox 360. A lista contém games de gêneros variados, sejam exclusivos da Microsoft ou multiplataforma.

Confira alguns destaques abaixo:

  • Halo 5: Guardians
  • Gears of War: Ultimate Edition
  • Sunset Overdrive
  • Dead Rising 3
  • Trilogia BioShock
  • Resident Evil 6
  • Brothers: A Tale of Two Sons
  • DmC: Devil May Cry
  • Mad Max
  • XCOM: Enemy Within

Para conferir a lista completa, clique aqui.

De acordo com a Microsoft, o plano é de adicionar ao menos 5 jogos novos a cada mês. A pergunta mais importante, porém, é o oposto disso: quando eles saem desta lista?

"Vimos muitas perguntas e muitas conclusões precipitadas... e embora não exista um período de tempo específico em que um jogo possa ficar no catálogo, e alguns títulos venham a ser removidos no futuro, quero acalmar os ânimos porque nossos primeiros jogos não deixarão o catálogo até o fim de novembro.", disse o gerente de produtos Dennis Ceccarelli, na E3 2017.

Ou seja, a saída depende essencialmente do acordo firmado entre a Microsoft e as produtoras e publishers. Além disso, haverá um aviso prévio caso algum jogo esteja prestes a sair do Xbox Game Pass, e jogadores que quiserem continuar jogando terão desconto de 20% na compra de qualquer título disponível.

Como objetivo futuro, a Microsoft pretende trazer conteúdo original exclusivo ao Xbox Game Pass, tal qual a Netflix, disponibilizando games primeiro pelo serviço digital.

"No começo, Netflix era sobre todos aqueles filmes e programas de TV que você não chegou a assistir. Agora alguns dos melhores seriados de TV são feitos como originais do Netflix", disse o chefe da divisão Xbox, Phil Spencer.

Com tudo isso, a recomendação ao Xbox Game Pass acaba dependendo, assim como a de outros serviços similares, da força e interesse pelo seu catálogo. Pelo menos, há um enorme potencial com os jogos não só do Xbox One, mas também os dos Xbox 360 oferecidos via retrocompatiblidade. E, desde que o jogador tenha espaço livre no HDD, existe também a vantagem de não precisar estar sempre online, diferente do PS Now (que nem chegou a ser disponibilizado no Brasil).

Caso o usuário não tenha muito interesse na maioria (ou todos) os títulos disponíveis, é difícil justificar mais R$ 30 na assinatura, especialmente para alguém que já esteja gastando preço similar no Xbox Live Ouro.

Ainda assim, o catálogo atual parece atender às necessidades de donos de Xbox One que não tiveram chance de jogar alguns de seus exclusivos, ou mesmo jogos antigos do X360.