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UOL Jogos Mobile: Com toque de "Zelda", aventura "Oceanhorn" é destaque

Pedro Henrique Lutti Lippe

do Gamehall

14/11/2013 18h30

Fãs de consoles e PCs já estão recebendo seus grandes lançamentos para o fim de ano. "Call of Duty", "Assassin's Creed", "Battlefield", os exclusivos da próxima geração - todos chegam às lojas próximos uns dos outros, tentando chamar a atenção dos fãs com seus décimos terceiros.

Em termos de jogos mobile, as coisas não são muito diferentes. Na medida em que o fim do ano vai se aproximando, mais e mais títulos de peso debutam na AppStore e na Google Play a cada semana. E esta não é diferente. Saiba abaixo quais, dentre as mais recente novidades (e alguns lançamentos de algumas semanas atrás), são aquelas que merecem a sua atenção... E talvez uma pequena parte de seu suado dinheiro.

OCEANHORN: MONSTER OF UNCHARTED SEAS

Produtora: Cornfox & Brothers • Em português? Sim
Disponível para: iOS (US$ 8,99)

O game de aventura dos criadores de "Death Rally" tornou-se um dos mais aguardados games para iOS ao longo dos dois anos passados desde seu anúncio original. E agora que está disponível, mostra que os fãs não estavam errados em ficarem ansiosos por sua estreia.

"Oceanhorn" conta a história de um garoto que é deixado para trás por seu pai. Com o diário de seu velho e um misterioso colar em mãos, ele resolve partir em uma jornada atrás de seu mentor. Tem início assim uma aventura que beira o exagero em termos de referências a "Zelda: The Wind Waker". O combate, os itens, os calabouços, a navegação marítima - tudo remete à aventura da Nintendo.

Mas o jogo tem seus méritos próprios. O principal deles: sua apresentação. A atenção aos detalhes nos gráficos impressiona, assim como as animações. E mesmo bonito como é, o jogo pesa relativamente pouco e roda bem até mesmo no iPhone 4S - modelo mais básico vendido hoje pela Apple. Extras como a ocasional dublagem e as músicas de Nobuo Uematsu e Kenji Ito só complementam o pacote, que tem alguns momentos ruins na forma de missões estilo office boy, mas compensa cada centavo de seu preço.

CONHEÇA O BELO MUNDO DE "OCEANHORN" EM TRAILER

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DEAD TRIGGER 2

Produtora: Madfinger • Em português? Não
Disponível para: iOS (grátis) / Android (grátis)

O primeiro "Dead Trigger" mostrou que dava para fazer jogos de tiro em primeira pessoa no celular e no tablet com qualidade de console. E a sequência leva a fórmula adiante, adicionando mais tipos de armas e itens.

O visual é lindo e os controles foram perfeitamente adaptados para a tela de toque (além disso, o jogo aceita vários tipos de controles). Por padrão, o tiro passou a ser automático: basta colocar a mira em um inimigo para atirar. As missões ficaram mais ricas com a adição dos superzumbis, como um que tenta atropelar você e tem as costas como ponto fraco. Um ponto negativo: é necessário estar conectado à internet para jogar.

"Dead Trigger 2" é 'freemium', mas o jogo não força a barra para fazer o fã comprar créditos. Pelo menos até o momento, não apareceu nenhuma arma ou item (sem ser os 'boosters') que requerisse dinheiro real.

O conteúdo ainda é escasso - tem apenas duas regiões, somando 16 fases -, mas, como é de costume, mais coisas deverão ser adicionadas ao game nos próximos meses. Até lá, dá pra ir juntando uma grana nas missões coletivas. - Por Akira Suzuki

ASSISTA AO TRAILER DE "DEAD TRIGGER 2"

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MELTDOWN

Produtora: Phenomenon Games • Em português? Não
Disponível para: iOS (US$ 1,99) / Android (grátis)

Fãs de shooters isométricos nunca sentiram falta de opções no campo mobile. O recém-lançado "Meltdown" não tem nenhuma diferença óbvia em relação à concorrência no gênero, mas consegue atrair e prender a atenção por dois motivos: suas mecânicas divertidas e seu modo multiplayer viciante.

Jogar "Meltdown" é bem simples. Ao pressionar a tela, o personagem movimenta-se na direção desejada. Ele atira automaticamente contra alvos, mas também pode dar facadas quando estiver próximo e for comandado para tal. Ações como se proteger atrás de caixas e outros obstáculos ou saltar sobre os mesmos são automatizadas. É tudo bem simples e fácil. Mas mesmo assim, o game consegue ser desafiador. Isso porque ele tem inimigos com uma inteligência artificial razoável, que não facilitam a vida do herói do jogo nos estágios mais avançados.

Sem laços com o Game Center no iOS, o multiplayer online do game funciona de maneira elogiável, sendo fácil sair e entrar de partidas com a galera com facilidade. No iPhone 4S, foi possível notar alguns problemas de performance em momentos específicos - o que é uma pena. Em outros hardwares mais fortes testados, porém - iPhone 5C, iPad 2 e Galaxy S3, para ser mais exato -, tudo roda perfeitamente.

INFINITY DANGER

Produtora: Milkstone Studios • Em português? Não
Disponível para: iOS (US$ 0,99)

A proposta de "Infinity Danger" é interessante. Indo contra os padrões de seu gênero, ele corta fora os estágios de progressão bidimensional que marcam os 'shmups' há décadas e deixa para trás apenas as batalhas contra chefes. Em teoria, cortar a gordura fora e lançar um jogo com apenas os momentos mais tensos e repletos de ação de seu gênero pode até ser uma boa ideia... Mas ela não funciona tão bem na prática.

O game tem inimigos gerados de maneira aleatória - o que, no plano real, significa diferentes padrões de ataque, armas posicionadas em lugares diferentes, e por aí vai. O problema é que, como nenhum dos chefes enfrentados é "único", por mais que eles sejam efetivamente diferentes, todos parecem iguais. Isso fica comprovado quando o jogador percebe que a experiência rapidamente torna-se repetitiva e enjoativa.

GT RACING 2

Produtora: Gameloft • Em português? Sim
Disponível para: iOS (grátis) / Android (grátis)

Se "Asphalt" é a franquia de corrida 'arcade' da Gameloft, "GT Racing" vai pelo caminho da simulação. A nova edição do game incorpora as conquistas da série irmã, como o belíssimo visual, principalmente em aparelhos mais potentes.

Simuladores tendem a exigir mais do jogador, mas, como é de praxe em jogos para celulares, existe um monte de sistemas de ajuda. No caso de "GT Racing 2", tudo o que o jogador precisa fazer é comandar a direção, que do resto - aceleração e frenagem, por exemplo - o jogo cuida (naturalmente, tudo isso pode ser desligado, se o usuário quiser).

O game tem bastante conteúdo, mas também muita redundância: são 13 circuitos em que se disputam 1,4 mil eventos. Além disso, a produtora promete desafios semanais, com direito a recompensas dentro do jogo.

Mas "GT Racing 2" também herda partes ruins de "Asphalt 8". Ambos 'freemium', não impõem limites - nada de esperar por reparos como em "Real Racing 3" -, mas não escapam de obrigar o jogador a fazer as provas muitas e muitas vezes para juntar dinheiro, crédito esse que é usado para comprar melhoramentros e novos carros. Isso acaba estragando a experiência. - Por Akira Suzuki

ASSISTA AO TRAILER DE "GT RACING 2"

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MAGICKA: WIZARDS OF THE SQUARE TABLET

Produtora: Paradox Interactive • Em português? Não
Disponível para: iOS (US$ 1,99) / Android (R$ 4,92)

Ao invés de fazer a escolha fácil e simplesmente reproduzir o "Magicka" de PC de uma maneira improvisada nas plataformas mobile, a Paradox Interactive resolveu criar uma versão inteiramente nova do game para o novo formato. O resultado é "Wizards of the Square Tablet" - game repleto de humor que herda o melhor do jogo original, mas é único por causa de sua campanha inédita.

Em "Magicka", até quatro jogadores devem cooperar para enfrentar hordas de inimigos em estágios de progressão lateral. Eles assumem o papel de pequenos magos, capazes de conjurar feitiços com base em uma série de elementos básicos - como fogo, eletricidade, gelo e água. A grande sacada da série deriva disso: os jogos tem um sistema que permite aos fãs combinarem elementos para criar magias diferentes. Utilizando apenas fogo, por exemplo, o mago solta chamas. Ao combinar fogo e vida, porém, ele dispara um raio ininterrupto e poderoso que derrete inimigos.

Essa mecânica é reproduzida ao longo de todos os estágios do jogo, que brilha especialmente no multiplayer, em que o caos prevalece com cada mago soltando seus feitiços favoritos ao mesmo tempo. E mesmo quando a ação torna-se frenética, o jogo roda bem no iPhone 4S e no iPad 2.