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Ricardo Feltrin

Justiça proíbe telejornal com Gilberto Barros de usar marca "Manchete"

Gilberto Barros - Reprodução/Instagram @gilbertobarrosoficial
Gilberto Barros Imagem: Reprodução/Instagram @gilbertobarrosoficial
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

29/11/2021 09h54

A juíza relatora Jane Martins, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proibiu —sob pena de multa, que continue sendo apresentado na internet um telejornal intitulado "Agora é Manchete", com Gilberto Barros. A proibição também é de uso das marcas Manchete em publicações escritas ou em rádio.

Apesar de o programa ser apresentado por Barros, a relatora aponta como autores do uso ilegal a Virtual Analytics Tecnologia de Informação, cuja sede "teórica" fica em São Caetano, no ABC paulista.

A reportagem esteve no local e não localizou ninguém; tampouco algum responsável atendeu às ligações feitas desde a semana passada.

As marcas Manchete para uso em jornais ou publicações pertencem a Brasil MN Manchete Editora, que está processando a Virtual Analytics.

"O uso da marca foi abusivo e parasitário, e quis se aproveitar da história existente por trás da marca Manchete. Os titulares dos direitos, nós advogados e o Judiciário estamos atentos a utilizações indevidas", diz André Marsiglia Santos, advogado da Brasil Manchete.

Tanto os "telejornais" como as publicações "apresentadas" por Gilberto Barros tiveram caráter governista —como a edição "especial" de 7 de setembro, por exemplo.

Apesar de notificada, a Virtual Analytics, segundo a Justiça, nem sequer constituiu advogado para defesa até o momento da publicação deste texto.

Outro lado

Procurada pela coluna, a assessoria do apresentador Gilberto Barros (ex-Band, ex-Record e ex-RedeTV) informou que, devido a falta de pagamentos, já foi feito um "distrato" entre a empresa e o apresentador.

A assessoria confirmou que ele foi contratado por uma empresa para apresentar os programas, mas que, diante do distrato, pediu a retirada de todos os vídeos do ar.

Apesar da decisão da juíza ter sido tomada no início do mês, até a semana passada o programa vinha sendo distribuído normalmente a vários veículos de comunicação e também podia ser visto quase que diariamente no YouTube.

Em caso de continuidade de publicação, a Virtual será condenada a pagar multa diária de R$ 1.000,00.

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