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Depois da TV, Marcão do Povo vira sócio de financeira

Marcão do Povo (SBT) se associou a empresa de empréstimos de até R$ 1.500 - Divulgação
Marcão do Povo (SBT) se associou a empresa de empréstimos de até R$ 1.500 Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

18/10/2020 01h08

- Empréstimos de até R$ 1.500, inclusive para quem não tem conta em banco ou que está com o nome sujo;

- Pagamento em até 24 parcelas com juros que variam de 7% a 13% ao ano;

- Parcelas podem ser pagas pór meio da conta de luz, desde que ela esteja em nome do solicitante de crédito e que ele esteja em dia com os pagamentos.

Parecem argumentos de uma propaganda de crédito popular e de fato são.

Essa é a base de serviços da Cheguei!, cartão-empresa de crédito popular que o jornalista e apresentador Marcão do Povo, do SBT, acaba de se associar.

O jornalista entra para a "joint venture" formada pelas empresa Sinerlog e AquiCard no lançamento de um cartão de crédito com vários serviços inclusos —inclusive a possibilidade de contrair empréstimos.

O cartão Cheguei! será lançado ainda este mês no país.

Marcão é co-apresentador do telejornal "Primeiro Impacto" (SBT) e, a despeito das críticas que sofre fora e principalmente dentro do SBT, se tornou um dos horários mais rentáveis da emissora.

O apresentador tem feito anúncios e "merchans" para Toptherm, Coala, pastilhas Valda, Elishop, Compacta Print e Bora Brasil, entre outras empresas

Governo de olho no setor

O setor de crédito popular, especialmente o consignado, tem sofrido um "boom" nos últimos anos, e se intensificou ainda mais com a pandemia de coronavírus e o desemprego.

O setor tem sido alvo de uma onda de reclamações de consumidores, e por causa disso os Ministérios da Justiça e da Economia decidiram montar uma força-tarefa para apurar denúncias contra essa modalidade de crédito.

Nos primeiros seis meses de 2020 as queixas contra empresas de empréstimo consignado somaram mais de 40 mil —só em órgãos governamentais (sem incluir Reclame Aqui, por exemplo).

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL