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Suspeita de assédio a Datena pelo SBT irrita direção da Band

José Luiz Datena no "Brasil Urgente" - Reprodução / Internet
José Luiz Datena no "Brasil Urgente" Imagem: Reprodução / Internet
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

14/10/2020 00h18

A suspeita de que o SBT estaria interessado em contratar José Luiz Datena (como esta coluna antecipou no mês passado) está causando tensão nos bastidores da Band.

Dirigentes da emissora do Morumbi estão preocupados em não perder uma de suas maiores estrelas e responsável por entregar boas médias de audiência no horário nobre, o mais valiosa da publicidade.

O "Brasil Urgente" tem chegado a 4,1 pontos em São Paulo, o que ajuda a levantar a audiência da faixa noturna.

Mas, no SBT, a ideia não seria Datena em um telejornal, e sim na nova equipe de esportes da emissora, e como narrador de futebol.

O SBT adquiriu os direitos da Libertadores até 2022. Seria o retorno do atual âncora da Band às suas origens esportivas.

O temor da direção da Band ainda está no campo teórico: que o SBT esteja fazendo cortes de quadros com o intuito de ter dinheiro para fazer uma proposta a Datena, 63 anos.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, no entanto, o SBT (ainda) não fez nenhuma proposta a ele este ano.

Isso já ocorreu, porém, em anos passados, o que o próprio Datena confirmou a este colunista dois anos atrás.

Cansado de apenas narrar e protestar contra a violência, o jornalista hesita em concorrer a cargos executivos ou legislativos, como a prefeitura ou o Senado, por São Paulo.

Embora tentado, Datena até hoje não capitulou à carreira política.

Os atuais contratos de emissoras como Band, Record, SBT (ou CNN) não têm mais multas de rescisão.

Basta que uma das partes (interessadas na rescisão) avise a outra com um pouco de antecedência.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL