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Tô juntando os pedacinhos, diz Scatena após perder marido para Covid

Alessandra Scatena com o marido, Rogério Gherbali - Reprodução/Instagram
Alessandra Scatena com o marido, Rogério Gherbali Imagem: Reprodução/Instagram
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/08/2020 11h34

Mesmo devastada pela morte do marido, Rogério Gherbali, aos 56 anos, Alessandra Scatena tem mostrado resiliência, força e ligado a familiares e amigos, agradecendo as mensagens de condolências que vem recebendo nos últimos dias.

Empresário em São Caetano (ABC), Rogério morreu na última quinta-feira, após uma internação e uma luta de quase um mês contra o coronavírus.

Na última quarta-feira (29) o quadro se agravou e ele não resistiu.

Alessandra e Rogério foram casados por 23 anos e tiveram dois filhos, Enrico, 16 anos, e Estéfano, 9.

Ela e os filhos também chegaram a ser contaminados pela Covid, mas se recuperaram sem muitos sintomas

Apesar de Alessandra, 44, ter sido uma bem-sucedida estrela da TV aberta nos anos 90 (assistente de palco de Gugu Liberato no "Domingo Legal) e começo dos 2000, ela decidiu interromper a carreira para cuidar dos meninos.

Apesar da fama, a ex-assistente de palco, que hoje é mestre de cerimônias, nunca se envolveu em polêmicas ou foi alvo de fofocas na imprensa.

O máximo que ela "causou" na carreira foi posar na "Playboy"em 1997 —e teve apoio total do marido.

À época, período em que o machismo não era enfrentado no país, Gherbali era provocado por amigos, clientes e até jornalistas, que perguntavam se ele não se importava que a mulher posasse nua.

Sempre respondia da mesma forma, orgulhoso da mulher: "Não só não me importo, como apoio. O que é lindo deve ser mostrado ao mundo mesmo."

A morte de Rogério causou grande comoção em São Caetano.

Ex-colegas de Gherbali da escola estadual Joana Motta, em São Caetano, chegaram a fazer uma vigília de orações nas redes sociais para que ele se recuperasse.

"Como é bom saber que meu marido era tão querido, tão amado", disse Alessandra ainda com voz embargada.

"Agora estou vivendo um dia de cada vez. Tentando juntar os pedacinhos."

Eles se amavam tanto e se davam tão bem que, em 2007, decidiram se casar pela segunda vez (renovação de votos).

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL