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Ricardo Feltrin

Coronavírus fez disparar consumo de canais jornalísticos, diz operadora

Maria Beltrão e comentaristas no "Estúdio i" da GloboNews - Divulgação
Maria Beltrão e comentaristas no "Estúdio i" da GloboNews Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

20/03/2020 15h03

Um dos efeitos midiáticos do coronavírus e do volume de pessoas que estão sob resguardo dentro de casa já pode ser mensurado em números: o público dos canais jornalísticos disparou em 65% na TV paga brasileira.

Dessa vez não é nenhuma emissora de TV ou assessoria que está falando.

A pesquisa é da operadora Claro, que realizou um levantamento de audiência nos canais jornalísticos de sua grade. A coluna obteve o resultado com exclusividade.

Segundo a operadora o índice cresceu 65% nos últimos dias, comparados com o período pré-coronavírus.

"O número evidencia o crescimento da demanda por fontes confiáveis de notícias, em um momento em que a quarentena impôs um novo cotidiano a população", disse a operadora, por meio de sua assessoria.

O aumento do consumo por noticiário qualificado teve início a partir do dia 12 de março, um dia após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar pandemia do coronavírus.

A Claro Net é a maior operadora de TV paga do Brasil, com 49,2% (7,7 milhões) dos mais de 15,5 milhões de assinantes no país.

Até o momento pandemia já matou sete pessoas no Brasil (ainda não está confirmado mas tudo indica que já há uma uma oitava), quase 300 casos confirmados e quase 8.000 suspeitos.

Segundo o presidente do hospital Albert Einsten, é provável que o pico da doença no país ocorra dentro de 15 dias.

No mundo já há cerca de 10 mil mortos pela doença.

Ricardo Feltrin no Twitter, e site Ooops

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL