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Em papo com Mano Brown, Zeca Pagodinho confessa: 'Não gosto de tirar foto'

Zeca Pagodinho e Mano Brown quando gravaram último episódio da segunda temporada de "Mano a Mano" - Divulgação/ Jef Delgado/ Spotify
Zeca Pagodinho e Mano Brown quando gravaram último episódio da segunda temporada de "Mano a Mano" Imagem: Divulgação/ Jef Delgado/ Spotify

De Splash, em São Paulo

06/07/2022 10h00

O cantor e compositor Jessé Gomes da Silva Filho, mais conhecido como Zeca Pagodinho, é o convidado do último episódio da segunda temporada de "Mano a Mano", podcast do Spotify comandado pelo rapper Mano Brown, dando detalhes sobre sua carreira, música, amizade e vida pessoal. O episódio vai ao ar amanhã.

"Eu não gosto de tirar foto, principalmente em Xerém porque é o único lugar que eu sento na praça, leio jornal, tomo uma cerveja, vou à feira. Algum lugar eu quero ser o Jessé, e esse lugar tem que ser Xerém", confessa Zeca. Xerém é um distrito de Duque de Caxias (RJ), onde o cantor cresceu e tem propriedade.

A conversa entre os dois inicia com Brown falando que acompanha o trabalho do artista carioca há bastante tempo.

"Te acompanho há muitos anos. Você está na minha vida, assim como o James Brown e o rap estão na minha vida. Eu sou rapper, mas o Zeca Pagodinho está do mesmo tamanho pra mim. Como eu cantei Zeca Pagodinho na minha vida!", diz o rapper.

Começo na música

Zeca Pagodinho compartilhou com Brown em um papo muito descontraído e com clima nostálgico como foi o início do seu contato com a música, que teve grande influência da família.

"Eu acho que comecei [esse contato] quando eu nasci, porque na minha casa tinha tanta música, os lugares que eu frequentava, todos tinham samba. Meu irmão era o cantor da família, minha irmã também cantava; Eles não deixavam eu cantar. A minha mãe me deu um violão mas, mesmo assim, eu não cantava em festa nenhuma", recordou o sambista.

1 - Renan Katayama/AgNews - Renan Katayama/AgNews
Beth Carvalho faz dueto com Zeca Pagodinho no lançamento do "Sambabook" do sambista no Espaço das Américas, em São Paulo, em agosto de 2014
Imagem: Renan Katayama/AgNews

"Aí, de repente, eu comecei a compor, comecei a mexer um pouco no violão, arrumei um cavaquinho e, por ser muito bom versador, escrever muito bem. [...] Eu era muito inspirado", conta Zeca. "Agora, estou aqui com o Mano Brown", conclui a fala com risadas.

Ele afirma que em um primeiro momento queria ser somente compositor, mas foi apadrinhado e incentivado a cantar por ninguém menos que Beth Carvalho, uma das maiores intérpretes do samba no Brasil.

Zeca fala de muitos temas como saúde, projetos, parcerias, religião, espiritualidade, e futebol. Além de discutir junto com Brown a responsabilidade de ser uma pessoa pública. "Eu tenho que ter cuidado, mas não preciso ter tanto cuidado porque eu não falo nada na maldade. Para mim, é tudo do meu coração", declara Zeca.

"O que as pessoas podem esperar de gente igual a nós é a nossa verdade e não fazer um personagem para apresentar e ser outro em casa. A gente pode errar numa palavra ou outra porque a gente é original também, às vezes a emoção fala mais alto", completa Mano Brown.

O último episódio da segunda temporada de "Mano a Mano" vai ao ar nesta quinta-feira (7). Todos os episódios do podcast já estão disponíveis no Spotify.

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O rapper Mano Brown comanda o podcast "Mano a Mano" no Spotify
Imagem: Divulgação/ Pedro Dimitrow