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Samantha Schmütz sobre quem não se posiciona: "Egoísmo, alienação, falta de coragem"

Bruno Calixto

Colaboração para Nossa, do Rio de Janeiro

26/11/2021 11h00

Com 42 anos e mais de duas décadas de carreira, Samantha Schmütz, a convidada especial de Teresa Cristina neste "Botequim da Teresa", é uma pessoa muito engajada politicamente e multifacetada. Atriz, comediante, dubladora, cantora e compositora — e ainda diz umas verdades que causam certo alvoroço.

"Ela usa a voz para falar de tudo que acha errado, do governo Bolsonaro até colegas de profissão que não se posicionam politicamente", apresenta Teresa, que conversou com Samantha sobre a carreira e a insistência de alguns "coleguinhas" em não se posicionar.

Samantha Schmütz no Botequim da Teresa - Zô Guimarães/UOL - Zô Guimarães/UOL
Imagem: Zô Guimarães/UOL

O engajamento ficou ainda mais forte nos últimos tempos, como conta Samantha, que passou a colocar o dedo na ferida nas redes sociais, criticando quem desrespeita as medidas para conter o avanço do novo coronavírus e as celebridades que agem como se nada estivesse acontecendo.

As pessoas viram que alguém do meio pensa como elas, num momento de calamidade. Egoísmo, alienação, falta de coragem. Tem vários motivos para não se posicionar"

Sua atitude combativa não agrada a todos, e uma série de denúncias já conseguiu derrubar seu perfil no Instagram. Mas independente disso, quem nasceu primeiro: a atriz ou a cantora?

A artista, minha mãe era bailarina, eu cresci, melhor não cresci (risos), nas coxias vendo minha mãe se maquiar, naquele lugar cheio de luz, sendo aplaudida e fazendo coisas lindas"

Samantha Schmütz e Teresa Cristina, nos bastidores do Botequim da Teresa - Zô Guimarães/UOL - Zô Guimarães/UOL
Samantha Schmütz e Teresa Cristina, nos bastidores do Botequim da Teresa
Imagem: Zô Guimarães/UOL

Uma vez, Samantha foi chamada pela mãe: "quer dançar?". "Foi em 1985, eu com 6 anos, o break chegando. Tinha uma parte da coreografia que os bailarinos congelavam e eu dava corda neles que voltavam a dançar. Desde muito cedo tive contato com o palco e esta magia."

Sobre a parede de intimidade quebrada pelo humor causar desconforto nas ruas, ela opina

Tem aquela intimidade que é muito legal, como se fosse da família, mas tem aquela outra agressiva, um tapa que a Fernandona nem a Marisa Monte vão levar"

Samantha Schmütz no Botequim da Teresa - Zô Guimarães/UOL - Zô Guimarães/UOL
Imagem: Zô Guimarães/UOL

"Já pediram para tirar foto comigo no enterro do meu pai, há exatos 14 anos. A menina falou 'nada a ver tirar foto aqui', e eu respondi, sim, nada a ver. Antes eu tinha mais educação e paciência, hoje minha vontade prevalece", conta.

Entre comentários irritantes e a chuva de heaters, Samantha foca nas pessoas que valorizam seus atos, como Teresa.

Aproveito a opinião de pessoas que realmente importam, eu ficaria chateada se ouvisse uma crítica sua"

Para degustar

O prato do dia do "Botequim da Teresa", preparado pela apresentadora, foi o bolinho de costela, do bar carioca Zinho Bier. A casa foi inaugurada em dezembro de 1998 pelos irmãos Eduardo e Vanier. "O ano em que comecei a cantar, nós temos o mesmo tempo de estrada", conta Teresa. Confira a receita, que vai bem servida com cebolas marinadas e uma cerveja gelada:

Samba, série e Teresa

O "Botequim da Teresa" vai ao ar todas as sextas-feiras, às 11 horas, no Canal UOL e no YouTube de Nossa (inscreva-se já para receber os lembretes). Em cada episódio, Teresa Cristina recebe um convidado especial e ensina a fazer os petiscos clássicos de alguns do botequins mais famosos do Rio de Janeiro. O programa é uma coprodução de Nossa e MOV, a plataforma de vídeo do UOL.